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J. Estadual / DUODÉCIMOS ATRASADOS

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30.12.2017 | 17h00
"Não é fácil para o governador; temos que entender", diz Ramos
Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador nega que Poder seja complacente com o Executivo
Alair Ribeiro/MidiaNews
Desembargador Rui Ramos negou que TJ-MT seja complacente com Executivo
VINÍCIUS LEMOS
DA REDAÇÃO

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos, negou que seja complacente com os atrasos do Executivo estadual no pagamento dos duodécimos do Poder.

Os atrasos no duodécimo dos Poderes acontecem desde o ano passado. Logo que assumiu o cargo de presidente do TJ-MT, Ramos adotou uma postura mais tranquila em relação às críticas ao Executivo estadual.

Diferente de outros representantes de Poderes – como o chefe do Ministério Público Estadual (MPE), procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, que tem feito críticas aos atrasos –, o representante do TJ tem adotado uma postura menos combativa e tem evitado criticar a gestão do tucano.

Ao ser questionado se estaria sendo complacente com o Executivo estadual, em razão da relação de amizade que mantém com Taques, Ramos negou.

“Tem nada de complacência. Tem o que é possível. A reserva do que é possível”, limitou-se a dizer.

O presidente do TJ-MT destacou que o passivo do Estado com o Tribunal está sendo tratado da forma mais adequada possível.

“Não é fácil também para o governador. Nós temos que entender isso. Temos que falar a verdade, temos que ser sinceros e honestos”, pontuou.

Tem nada de complacência. Tem o que é possível. A reserva do que é possível

Ele ainda mencionou que os atrasos nos repasses aos Poderes ocorrem em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado desde o início da gestão de Taques.

“Não é uma tarefa que o governador assumiu agora, no seu quadriênio que termina no ano que vem. Ele experimentou um tribunal, um Estado em dificuldades reais. Não era nada de brincadeira, não era ficção, não. Nós temos compartilhado isso diariamente e sabemos que são dificuldades reais. Não vou atribuir a ninguém, mas a realidade é essa”.

“Então, ter que reconstruir uma boa parte do sentido econômico e financeiro do Estado, não é uma tarefa que se resolve em três anos. É preciso falar a verdade. Isso não se resolve em três anos, não. Isso se resolve ao longo do tempo, com trabalho muito assíduo e com muita técnica”, acrescentou.

O desembargador optou por não revelar quanto é o valor total devido pelo Executivo estadual em razão dos atrasos no duodécimo.

“Não há necessidade de falar valores, já falamos sobre isso muitas vezes “, declarou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, que também não informou sobre os valores atrasados.


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