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27.12.2017 | 16h01
Ex-assessora de Nadaf recebeu R$ 50 mil de irmão de deputado
Dado faz parte das movimentações financeiras de Karla Cintra, que foi condenada a 3 anos e 8 meses
Arquivo
Karla Cecília Oliveira, assessora do ex-secretário-Chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf
DIEGO FREDERICI
DO FOLHAMAX

Karla Cecília Oliveira, assessora do ex-secretário-Chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, recebeu em 2014 um cheque de R$ 50 mil de Pedro Gonçalves Viana Neto, irmão do deputado estadual Zeca Viana (PDT).

O dado faz parte das movimentações financeiras da funcionária de confiança de Nadaf, condenada a 3 anos e 8 meses pela juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Rosane Santos Arruda no dia 15 por lavagem de dinheiro e fazer parte de uma organização criminosa investigada na "Operação Sodoma". 

As informações constam no documento de imputação de delitos dos envolvidos na primeira fase da operação, assinado pela magistrada, que afirma que Karla Cecília possuia uma movimentação incompatível com sua renda. Segundo os autos, ela recebia salário de R$ 6 mil por mês de Nadaf, porém, “era regiamente recompensada por sua lealdade”.

Além da duplicata de Pedro Viana Neto, o documento também revela outras movimentações na conta bancária de Karla Cecília, como quatro cheques recebidos da Tractor Parts em 2013 no valor total de R$ 16.850,00; dois da Faculdades Cathedral, em 2012, no valor de R$ 33 mil, além de 30 cheques da Federação do Comércio de Mato Grosso, recebidos entre 2011 e 2015, que totalizam R$ 73.192,57. Para Selma Arruda “não há como negar que as ações praticadas por Karla configuram crime de lavagem de dinheiro”, citando a Tractor Parts como exemplo das negociatas.

Karla era ainda sócia da empresa de fachada NBC, que emitia notas fiscais frias. “Não há como negar que as ações praticadas por Karla configuram o crime de lavagem de dinheiro, ainda que se admita a hipótese de ter sido ela a beneficiária direta de parte dos depósitos efetuados, eis que tratava-se de cheques emitidos pelas empresas do grupo Tractor Parts, as mesmas em favor de quem emitia as notas fiscais da empresa NBC — Assessoria, Planejamento e Consultoria”, disse a magistrada.

Entre os anos de 2010 e 2015, Selma Arruda afirma que Karla Cecília teria movimentado mais de R$ 600 mil em cheques, porém, sua renda lícita declarada no período apontaram valores muito inferiores, totalizando a soma de R$ 393.285,49 mil fato que chamou a atenção da magistrada. 

“Além disso, a análise do relatório técnico permite concluir que Karla ostentava movimento em sua conta bancária absolutamente incompatível com seus rendimentos, mesmo considerando o agrado anual que recebia de Pedro Nadaf. As quantias movimentadas, portanto, são muito superiores aos rendimentos da acusada”, disse.

Veja o trecho do processo que cita o depósito:

 

SODOMA

 


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