Artigos
  • GISELE NASCIMENTO
    A data tão esperada de 20 de dezembro se aproxima, momento em que para os que trabalham com o Direito quase tudo para
  • LEONARDO CAMPOS
    Fim do Exame de Ordem vai à contramão do desejo da sociedade
J. Estadual / HOLERITE

Tamanho do texto A- A+
24.12.2017 | 12h15
“Não vou dizer que temos supersalários; temos um salário justo”
Polêmica dos vencimentos dos magistrados veio à tona com o caso de juiz de MT que recebeu R$ 500 mil
Alair Ribeiro/MidiaNews
A corregedora-geral de Justiça, Maria Aparecida Ribeiro, que defendeu salários de magistrados
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

A corregedora-geral de Justiça, Maria Aparecida Ribeiro, negou que os magistrados do Estado tenham “supersalários”. Para ela, os valores são “justos” por conta da carga de trabalho.

“Eu não vou dizer que temos supersalários. Temos um salário justo pelo que nós trabalhamos”, disse.

Segundo portal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Maria Aparecida teve um dos maiores salários do mês de setembro.

O total de seus rendimentos foi de R$ 78,1 mil, assim como a vice-presidente do Tribunal de Justiça, Marilsen Andrade Addario.

Entretanto, pouco mais de R$ 11 mil ficaram retidos justamente por conta do teto constitucional.

Já o presidente do Judiciário, Rui Ramos, aparece com R$ 77,7 mil, mas também teve valores retidos (veja planilha AQUI).

Segundo Maria Aparecida, os valores não são referentes a salários, mas, sim, a outros benefícios que os magistrados ganham pela função.

Isso não é salário, são direitos que temos a receber, como férias e outros benefícios

“Isso não é salário, são direitos que temos a receber, como férias e outros benefícios. Mas nenhum de nós recebe supersalário. Isso pode ter certeza”, afirmou.

Supersalário

A questão dos “supersalários” no Judiciário veio à tona na metade do ano, quando foi divulgado que o juiz Mirko Vincenzo Giannotte, titular da 6ª Vara de Sinop, teve holerite de R$ 503.928,79 no mês de julho.

Em nota à imprensa, o TJMT havia informado que fez os pagamentos amparados em uma decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, de janeiro deste ano, em que foi autorizado o pagamento de R$ 29.593,08 a uma juíza referente a diferenças de substituição de entrância.

Porém o CNJ rebateu e disse, à época, que a decisão era específica e não extensiva a outros casos.

Em agosto, Noronha determinou suspensão de "supersalários" de juízes em Mato Grosso.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Dezembro de 2018
14.12.18 16h30 » Ex-presidente da Câmara de Cuiabá é condenada a 11 anos de prisão
14.12.18 16h24 » Justiça retira tornozeleira de ex-comandante, coronéis e cabo
14.12.18 15h10 » Pedido adia julgamento que pode parar processo da Operação Sodoma
13.12.18 17h48 » TJ vai acionar OAB após ofensa de advogado a desembargadores
13.12.18 15h35 » TJ arquiva denúncia contra juiz acusado de venda de sentença
13.12.18 15h02 » TJ define advogados que disputarão vaga de juiz no TRE de MT
13.12.18 14h30 » TJ nega irregularidade no processo de aposentadoria de Selma
12.12.18 17h17 » TJ mantém condenação por morte de criança eletrocutada em VG
10.12.18 17h16 » TJ libera Paulo Taques para baile de formatura do filho
10.12.18 14h45 » Juiz determina retorno de prefeita ao citar irregularidade em afastamento



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet