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J. Estadual / “RAINHA DO TRÁFICO”

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30.10.2017 | 15h38
Jovem pega sete anos de prisão por liderar facção no interior
Mariana Reis, de 25 anos, já está presa desde dezembro de 2016, em presídio feminino de Sinop
Divulgação
A condenada Mariana Reis Moscatelli de Carvalho ( no detalhe) foi condenada a 5 anos de prisão
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da 1ª Vara Criminal de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá), condenou a jovem Mariana Reis Moscatelli de Carvalho, de 25 anos, a sete anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de organização criminosa e falsidade ideológica.

Conforme a ação do Ministério Público Estadual (MPE), Mariana era uma das líderes da facção criminosa Comando Vermelho na cidade. 

Segundo o MPE, ela comandava o tráfico de drogas na região, recrutava novos integrantes e decidia quem poderia cometer crimes em Sorriso e nos municípios vizinhos. 

Mariana já está presa desde dezembro de 2016 em um presídio de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), após uma operação da Polícia Civil.

Por outro aspecto, de suma importância destacar que a culpabilidade da ré desponta em grau elevado. É que, ao cotejar o acervo de informações encartadas no processo, infere-se que a ré mesmo proveniente de família de classe média, com todas oportunidades/regalias, optou pelo caminho do crime, 

Após interceptações telefônicas, a Polícia descobriu que ela praticava tráfico de drogas diariamente, inclusive tentando ou chegando a abrir bocas de fumo em cidades mais próximas, onde, segundo ela, o efetivo da polícia era pequeno. 

Por mês, a Polícia estima que ela lucrava R$ 20 mil com o tráfico.

No dia da prisão da jovem, a Polícia ainda encontrou com ela cartas escritas a mão por pessoas que faziam parte da facção e de outros criminosos pedindo que ela os autorizasse a praticar crimes na região.

Em um dos casos, ela chegou a dar comida e abrigo para integrantes da facção em Cuiabá efetuar um assalto a uma agência bancária de Sorriso.

Ainda de acordo com o MPE, em uma das cartas apreendidas, a Polícia encontrou um "código de conduta" seguido pelos integrantes da facção. O documento lista as normas e regras para os membros do grupo.

“O conselho do Comando Vermelho organização fundada em 1979 no presídio da Ilha Grande no RJ com o intuito de combater a opreção (opressão*), lutar pelo progresso e liberdade, passa a agredir as regras crusiais (cruciais*) para o bem funcionamento da nossa organização. ART 1 – no lema do princípio de paz, justiça e liberdade siguinifica (significa*) que o respeito de todas as luta somos também da paiz (paz*), porém não fugiremos das guerras quando ela se fizer necessário”, diz trecho da carta, conforme o MPE.

A decisão

Na decisão, a juíza afirmou que as provas do processo deixam claro o envolvimento de Mariana com o Comando Vermelho e o tráfico de drogas na região.

Ela citou como exemplo o depoimento do diretor do presídio onde ela se encontra detida, além de investigadores e delegado da Polícia Civil.

“Por outro aspecto, de suma importância destacar que a culpabilidade da ré desponta em grau elevado. É que, ao cotejar o acervo de informações encartadas no processo, infere-se que a ré mesmo proveniente de família de classe média, com todas oportunidades/regalias, optou pelo caminho do crime, integrando facção altamente perigosa (Comando Vermelho), com nítido descaso às autoridades, conforme se vê dos fatos constante dos autos e depoimento dado em juízo”, afirmou a magistrada.

Conforme a juíza, a jovem não só integrava a organização criminosa, mas exercia o cargo de líder.

“Verifica-se que a acusada efetivamente possuía o domínio da ação e dos resultados, ainda que não praticasse pessoalmente os atos de execução, o quê, dado à demonstração de hierarquia e, consequentemente, a função de ‘comandante/chefe’, autoriza a incidência da circunstância que qualifica a infração penal”, relatou a magistrada.


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