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J. Estadual / MANDADO DE SEGURANÇA

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26.10.2017 | 17h51
Conselheiro vai ao TJ para que Taques assine sua aposentadoria
O conselheiro quer obrigar chefe do Executivo a assinar aposentadoria
Alair Ribeiro/MidiaNews
O conselheiro Antonio Joaquim, que vai acionar o governador Pedro Taques
DA REDAÇÃO

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Antonio Joaquim, afirmou que irá protocolar nesta sexta-feira (27), às 14h, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, um mandado de segurança contra o governador Pedro Taques (PSDB).

O objetivo, segundo ele, é obrigar o governador a assinar sua aposentadoria.

De acordo com Joaquim, o pedido de aposentadoria está protocolado desde o dia 19 de outubro e ainda não foi assinado por Taques.

“Acho que o governador não tem o direito de conduzir a minha vida”, disse Joaquim, ao MidiaNews.

Acho que o governador não tem o direito de conduzir a minha vida

Ele preferiu não dar mais detalhes sobre o assunto e disse que irá se posicionar sobre os fatos amanhã.

Joaquim decidiu deixar o TCE para fazer uma pré-campanha ao Governo do Estado. A ideia, segundo ele, é tentar viabilizar sua candidatura até maio do próximo ano.

Ele decidiu que irá se filiar ao PTB e um evento de filiação com a participação do presidente nacional da sigla, Roberto Jeferson, está marcado para o próximo dia 8.

A filiação pode, no entanto, não ocorrer, caso o governador não assine sua aposentadoria do TCE.

Críticas ao Governo

Enquanto trabalha para viabilizar sua candidatura, Joaquim já tem feito uma série de críticas à gestão Taques, a aquele ele classificou como um “fracasso ético e administrativo”.

Ainda conforme Joaquim, os problemas enfrentados pelo governador seriam fruto de sua inexperiência política.

“É uma gestão inábil, que vive em conflitos inúteis. Você vê o governo direto batendo boca com poderes, com funcionários públicos, com desembargador, com promotor. É uma crise infindável e inútil, que atrapalha qualquer governo. Então, o governo tem essa dificuldade de harmonizar o governo, função que deveria ter como representante do poder Executivo”, disse o conselheiro, em uma coletiva de imprensa concedida na última semana.

“O dever do chefe do poder Executivo não é fazer bravatas. É um governo que não tem aptidão para fazer gestão”, declarou.

Leia mais sobre o assunto:

Conselheiro: "Gestão Taques é fracasso ético e administrativo"


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