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J. Estadual / ESCUTAS ILEGAIS

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29.07.2017 | 08h35
TJ pede vagas em prisão de segurança máxima para coronéis
Coronéis e cabo detidos por grampos ilegais devem ser levados para Campo Grande
Arquivo
O desembargador Orlando Perri, que pediu vagas em presídio de segurança maxima
DA REDAÇÃO

O desembargador Orlando Perri solicitou vagas no Presídio Federal de Segurança Máxima em Campo Grande (MS) para todos os policiais militares presos, entre eles coronéis, por suspeita de envolvimento no esquema de grampos em Mato Grosso.

A informação foi confirmada por uma fonte do MidiaNews que participa das investigações.

Na tarde desta sexta-feira (28), foi executada a ordem de transferência do cabo Gerson Corrêa Junior, da Rotam, para o Centro de Custódia de Cuiabá. Ele segue lá enquanto não surgir uma vaga em Campo Grande.

Além de Gerson, ainda estão presos os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros.

Zaqueu foi comandante-geral da PM. Já Lesco foi chefe da Casa Militar, enquanto Barros era seu adjunto. 

Regalias

Na terça-feira (25),  o MidiaNews  divulgou o relatório de uma vistoria realizada por dois juízes, a partir da suspeita de que o cabo e outros militares presos por envolvimento no caso teriam regalias nas unidades prisionais militares.

A vistoria foi realizada pelos juízes Bruno D’Oliveira Marques, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar da Capital, e Geraldo Fidélis, da 2ª Vara Criminal da Capital.

A informação inicial era de que o cabo Gerson teria saído da Rotam para ir até à Boate Crystal, uma casa noturna em Cuiabá frequentada por garotas de programa.

O relatório dos dois magistrados não confirma a saída – diz apenas que a denúncia ainda está sendo apurada. Gerson também teria recebido permissão para tomar cerveja fora do quartel.

A vistoria foi realizada no dia 5 deste mês, nas seguintes unidades: Esfap (Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), Academia da Polícia Militar Costa Verde, Bope (Batalhão de Operações Especiais), 3º Batalhão da Polícia Militar, 4º Batalhão (Várzea Grande) e Rotam.

Nessas unidades, estavam presos – no dia da vistoria - os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista (já em liberdade) e os cabos Euclides Torezan (também em liberdade) e Gérson Correa Júnior.

Escutas ilegais 

A denúncia sobre a rede de grampos foi feita no início deste ano, ao Ministério Público Federal (MPF), pelo promotor Mauro Zaque.

O ex-secretário de Segurança disse que recebeu uma denúncia anônima, com documentos, que evidenciavam a prática ilegal.

Segundo ele, a denúncia foi levada ao conhecimento do governador Pedro Taques em setembro de 2015. O governador, por sua vez, negou ter conhecimento do caso e entrou com um processo contra Zaque.

O esquema funcionaria por meio da chamada "barriga de aluguel", quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.

Ao pedir a quebra dos sigilos dos telefones dos supostos membros da quadrilha, teriam sido inseridos, ilegalmente, na lista encaminhada à Justiça, os telefones que interessariam ao grupo monitorar.

A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha partiu da Comarca de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá), na fronteira do Brasil com a Bolívia.

Entre os grampeados estariam a deputada Janaina Riva (PMDB); o advogado José do Patrocínio; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; os médicos Sérgio Dezanetti, Luciano Florisbelo da Silva, Paullineli Fraga Martins, Hélio Ferreira de Lima Junior e Hugo Miguel Viegas Coelho.


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