Artigos
  • MAURO VIVEIROS
    O delator estará sempre em melhores condições morais que os delatados, que costumam negar crimes contra evidências
  • VICTOR MAIZMAN
    Expediente traz insegurança jurídica, uma vez que sua edição gera efeitos, mesmo sendo provisória
J. Estadual / DE ÚLTIMA HORA

Tamanho do texto A- A+
16.05.2017 | 15h25
Juiz se declara impedido e anula seus atos na Sodoma
Substituto de Selma, juiz alega que irmão é advogado de um dos colaboradores da ação
Alair Ribeiro/MidiaNews
O juiz Jurandir Florêncio, que se declarou impedido
VINÍCIUS LEMOS
DO FOLHAMAX

O juiz Jurandir Florêncio, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, que estava substituindo a juíza Selma Arruda na quarta fase da “Operação Sodoma”, declarou-se impedido de dar prosseguimentos aos trâmites da ação penal.

Ele argumentou, em despacho assinado na segunda-feira (15), que não poderia dar continuidade aos procedimentos, pois é irmão do advogado Hugo Florêncio de Castilho, responsável pela defesa do ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, um dos réus na operação.

O magistrado havia sido convocado para substituir a juíza Selma Arruda, que está de licença médica, desde o início de maio. Jurandir Florêncio conduziu a audiência da quarta fase da Sodoma em cinco de maio, quando foi realizada oitiva do procurador do Estado e ex-deputado estadual, Alexandre César.

Eles também deu decisões na con dição de substituto na terceira fase da "Operação Sodoma". Esta fase investiga um esquema de venda do terreno na avenida Beira Rio em Cuiabá.

Os procedimentos, porém, deverão ser anulados, pois o juiz declarou nulos todos os atos decisórios que teve em relação à Sodoma. “Dou-me por impedido de atuar neste feito e, a fim de evitar futura alegação de nulidade por cerceamento de defesa, declaro nulos todos os atos decisórios por mim praticados nos autos determinando a imediata remessa do feito ao respectivo magistrado substituto legal, vez que há réus presos nestes autos”, assinalou.

De acordo com Jurandir Florêncio, somente após rever os autos, ele constatou que o irmão era o responsável pela defesa de um dos réus. Em razão do impedimento do magistrado, a audiência que estava marcada para a tarde desta terça-feira (16) ainda não foi definida.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado informou que somente terá um posicionamento sobre o procedimento após o meio-dia. Em razão do impasse, há possibilidades de os procedimentos referentes à quarta fase da Sodoma, ação que apura fraude de R$ 15 milhões na desapropriação de uma área localizada no Bairro Jardim Liberdade, sofram novas alterações em suas datas.

Nesta semana, estão previstos os depoimentos dos réus. O mais aguardado de todos é do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que na quinta-feira pretende iniciar a confissão de crimes praticados entre 2010 e 2014 no palácio Paiaguás.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Agosto de 2017
17.08.17 16h15 » Justiça bloqueia bens de prefeito por alienação de área sem licitação
17.08.17 10h50 » Juíza homologa delação e manda soltar funcionário da Faespe
17.08.17 10h37 » Deputado processa Facebook e exige retirada de perfis “fakes”
16.08.17 18h10 » Desembargador suspende ação penal contra ex-secretário Faiad
16.08.17 18h01 » Desembargador mantém prisão de acusado de matar ex-sócio
15.08.17 17h35 » Ex-adjunto volta atrás e confessa fraudes de R$ 8,1 milhões
15.08.17 16h50 » TJ mantém condenação de major que estuprou doméstica menor
15.08.17 16h05 » Delegado alega “foro íntimo” e desiste de conduzir investigação
15.08.17 15h58 » Cabo revela como funcionavam escutas e nega ilegalidade
15.08.17 15h46 » Vereador e assessor pagam R$ 3,4 mil e juiz extingue punição



Copyright 2012 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet