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Sexta, 31 de março de 2017, 19h55

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J. Estadual / CASTELO DE AREIA
“Nunca imaginei e nem participaria de alguma coisa ilícita”
Juiz aposentado nega ter integrado esquema de estelionato investigado pela Polícia Civil
Marcus Mesquita/MidiaNews
O advogado Irênio Lima Fernandes, durante interrogatório
VINICIUS MENDES
DA REDAÇÃO

O advogado e juiz aposentado Irênio Lima Fernandes, réu da ação penal derivada da Operação Castelo de Areia, afirmou que nunca participou das práticas ilícitas investigadas pela Polícia Civil.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (30), durante seu interrogatório no Fórum de Cuiabá. A operação Castelo de Areia foi deflagrada no dia 26 de agosto de 2016 pela Polícia Civil e apura crimes de estelionato supostamente praticados pela empresa SoyGroup em todo o Estado.

“Nunca imaginei e nem participaria, nem de longe, de alguma coisa que parecesse ilícita”, disse ele.

A audiência foi conduzida pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital. Também foi interrogado o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima, filho de Irênio e irmão do ex-vereador João Emanuel, que é réu na mesma operação.

Essa denúncia é falsa. Na verdade, excelência, eu me considero vítima: eu e meus filhos

A suposta participação dos dois foi citada pelo empresário Walter Dias Magalhães, empresário apontado como líder da operação e também réu na operação, que está preso por conta da denúncia.

Irênio, todavia, se defendeu das acusações e alegou que também foi vítima do esquema.

“Essa denúncia é falsa. Na verdade, excelência, eu me considero vítima: eu e meus filhos”.

Irênio e Lázaro são sócios minoritários da Soy Group e, segundo eles, apenas aceitaram participar da sociedade para receber salários atrasados.

“Eu fui contratado como advogado do Walter. Como não recebemos pagamento, surgiu a oportunidade de participar, como sócio, da Soy”, disse Lázaro.

Os dois alegaram que a única função que tinham na Soy Group era a elaboração de documentos, pareceres, minutas e contratos.

“Os trabalhos que nós fazíamos eram todos trabalhos exclusivamente jurídicos. Não recebi nenhum benefício”, afirmou Lázaro.

Os réus também questionaram o fato de Walter não poder participar como testemunha no caso deles.

“Achamos que conseguimos contestar confrontando ele com nossas perguntas. Ele declara que teria recebido os cheques e distribuído entre eu e Irênio”, completou Lázaro.

A operação

Foram presos pela suspeita de participação no esquema: Shirlei Aparecida Matsuoka, sócia majoritária da empresa (já solta); Walter Dias Magalhães Júnior (ainda preso preventivamente), presidente do Grupo Soy; Evandro Goulart, diretor financeiro do grupo (já solto) ; o empresário Marcelo de Melo Costa, suposto "lobista" do esquema (já solto) e o ex-vereador João Emanuel.

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno da Delegacia Regional de Cuiabá, uma vítima do esquema afirmou que João Emanuel, vice-presidente da SoyGroup, teria utilizado um falso chinês para ludibriá-la em um suposto investimento com parceria com a China.

A vítima teria emitido 40 folhas de cheque que somam R$ 50 milhões nas tratativas, que eram “traduzidas” pelo próprio ex-vereador.

João Emanuel foi preso preventivamente pela Polícia Civil no dia 26 de agosto de 2016, mas por decisão do desembargador Pedro Sakamoto, do TJ-MT, cumpriu parte da pena em regime domiciliar.

No entanto, um laudo médico comprovou que o ex-vereador se encontrava em bom estado de saúde e ele foi detido em setembro de 2016 no Centro de Custódia da Capital, desta vez em decorrência da Operação Aprendiz.

Ainda, em setembro de 2016, a juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, recebeu uma nova denúncia contra a suposta quadrilha.


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