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20.04.2017 | 14h29
Vídeos são "carta na manga" de Silval em delação
Fontes afirmam que ex-governador já apresentou os anexos, que foram aprovados pelos procuradores
Marcus Mesquita
O ex-governador Silval Barbosa, que tenta firmar acordo de delação premiada
GLÁUCIO NOGUEIRA
DA GAZETA DIGITAL

Estaria em fase avançada a tratativa para um acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Fontes afirmam que ele já apresentou os anexos, que são os casos em que ele possivelmente poderia prestar informações, e boa parte deles já teria sido aprovada pelos procuradores e promotores que cuidam do caso.

A defesa do político, preso desde setembro de 2015 e réu em diversas ações por desvio de recursos públicos, reafirma que nao há nenhum acordo de colaboração em andamento.

A reportagem apurou que o acordo de colaboração envolvendo Silval e as autoridades vem sendo tratado há algum tempo. Ele já teria prestado diversos depoimentos e apresentado os anexos. Entre as provas que poderiam ser juntadas ao acordo, estariam gravações e vídeos, feitos pelo próprio político, que governou o Estado entre os anos de 2010 e 2014.

Além do Ministério Público Estadual (MPE), um acordo de colaboração de um político como Silval envolveria a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal (MPF), por contar, possivelmente, com a indicação de supostos crimes cometidos por agentes públicos com prerrogativa de função. Segundo a mesma fonte, detalhes separam Silval do acordo com os procuradores e promotores.

A informação circula há vários dias, inclusive, com notas divulgadas na imprensa nacional, como o site de O Globo. Desde então, os advogados Valber Melo e Ulisses Rabaneda, que cuidam da defesa de Silval e, inclusive, estiveram na 7ª Vara Criminal de Cuiabá nesta terça-feira (18) para prosseguir na defesa do político em uma das ações das quais ele é réu, negam a negociação.

“Silval Barbosa vem se defendendo de todas as imputações formuladas desde o início da operação Sodoma, tendo orientado sua defesa técnica a continuar recorrendo as instâncias superiores na tentativa de demonstrar tanto a desnecessidade da custódia, seu prolongamento excessivo, quanto a nulidade dos atos processuais praticados no bojo da citada operação”, afirmam os defensores por meio de nota. Valber e Rabaneda, inclusive, já estudam as próximas ações a serem implementadas, inclusive no Supremo Tribunal Federal.

O MPE informou, por meio de sua assessoria, que o processo de colaboração possui natureza sigilosa e que, portanto, nao pode e nem deve ser tratado publicamente, sob pena de prejudicar todo o trabalho desenvolvido.

Silval é apontado pelo MPE como chefe de uma suposta organização criminosa que contava com a atuação de diversos agentes públicos. Entre estes agentes estavam ex-secretários, um procurador aposentado e ex-presidentes de autarquias e órgaos da administração pública. Desde que foi preso, o político nega todas as acusações.


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