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MPE / EXECUÇÃO EM COLNIZA

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08.01.2018 | 17h30
MPE pede que Prefeitura anule contrato com médica denunciada
Yana Fois Coelho Alvarenga foi denunciada pelo Ministério Público como uma das mandantes do crime
Reprodução
a médica Yana Fois Coelho Alvarenga (detalhe) é acusada de ser uma das mandantes do assassinato
DA REDAÇÃO

A Promotoria de Justiça de Colniza notificou o Município para anular o contrato administrativo relacionado à prestação de serviços clínicos envolvendo a médica Yana Fois Coelho Alvarenga.

A médica foi presa por suposta participação na morte do prefeito de Colniza (1.065 km de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, ocorrida no dia 15 de dezembro de 2017.

De acordo com a notificação, antes de ser assassinado, o prefeito informou ao Ministério Público, de maneira informal, que não assinaria eventual contrato envolvendo a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, uma vez que convocaria servidores concursados.

Além disso, já existe liminar, nos autos da ação civil pública, proposta pelo MP, que proíbe a contratação temporária em detrimento da regra constitucional da realização de concurso público.

Segundo informações no edital do resultado final do concurso público, da Prefeitura de Colniza, a médica foi desclassificada do certame, por não ter obtido a nota de corte para os cargos de médico clínico geral.

A médica é mulher do empresário Antônio Pereira Rodrigues, apontado como mandante do homicídio. Ela está presa desde o dia 26 de dezembro na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

O prefeito foi assassinado quando voltava da zona rural do Município. Ele foi perseguido pelos suspeitos que estavam em um SUV de cor preta.

Ele foi substituído pelo seu vice Celso Leite Garcia (PT), a quem o MPE enviou a notificação.

A médica foi denunciada pelo Ministério Público Estadual como uma das mandantes do crime, junto com o marido. Segundo o MPE, ela intimidou testemunhas para atrapalhar a investigação do caso.

A informação consta na decisão do juiz Ricardo Nicolino de Castro, da Comarca de Porto dos Gaúchos (a 644 km de Cuiabá), que acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra ela, seu marido e os supostos executores do crime, Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva.

Antônio, Zenilton e Welison foram presos um dia após o assassinato. Já Yana, foi pega nove dias depois. Ela está reclusa no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

O crime

Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada de Colniza.

O veículo foi ao encontro da caminhonete do prefeito e vários disparos foram feitos contra ele, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano da cidade. 

Outros dois disparos feriram o secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. A esposa e o genro de Mendes saíram ilesos. 

Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva foram presos, em uma estrada entre Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente).

Eles estavam em um Fiat Uno cinza, quando foram abordados por uma viatura da Polícia Civil.

Dentro do automóvel, foram apreendidos R$ 60 mil em dinheiro. O montante estava em pacotes do Banco do Brasil.

Leia mais sobre o assunto:

Juiz: médica atrapalhou investigação e intimidou testemunhas

Juiz acata ação e mantém prisão de empresário, médica e mais 2


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