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J. Eleitoral / AÇÃO NO TRE

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05.12.2017 | 08h50
Juiz nega pedido liminar de Botelho para deixar PSB de Valtenir
Deputado quer deixar partido antes da janela partidária de 2018; ele espera agora decisão de mérito
Alair Ribeiro/MidiaNews
O deputado estadual Eduardo Botelho, que trabalha para deixar o PSB
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) José Antonio Bezerra Filho, negou pedido liminar do deputado estadual Eduardo Botelho para deixar o Partido Socialista Brasileiro (PSB) antes da janela da infidelidade partidária, marcada para março de 2018.

Segundo o magistrado, a direção nacional da legenda precisa responder às alegações de Botelho. A ação foi protocolada em novembro e, agora, o parlamentar espera a decisão de mérito.

“Nós já tínhamos poucas esperanças. Sabíamos que poderia ser negado. Mas temos convicção de que, no mérito, vamos ganhar. Esperamos que a decisão saia neste ano e que possamos tomar outro rumo”, afirmou Botelho.

Segundo o deputado, a argumentação gira em torno da decisão do diretório nacional em destituir toda a direção da sigla em Mato Grosso. Para ele, a ação foi “arbitrária”.

Nós fomos retirados da direção do partido. Fomos prejudicados por esta ação autoritária do diretório nacional

“Nós fomos retirados da direção do partido. Eu era da direção, os outros deputados também. E fomos retirados sem consulta. Fomos prejudicados por uma ação autoritária do diretório nacional, querendo condicionar voto dos deputados federais. Então, com esse argumento, ingressamos na Justiça”, explicou.

De acordo com Botelho, a ação também engloba outros parlamentares que buscam deixar o partido, como o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, e os deputados estaduais Oscar Bezerra, Mauro Savi e Adriano Silva.

Até o momento, apenas o deputado federal Fábio Garcia conseguiu deixar o partido.

“Isso precisa sair o quanto antes. Entendemos que temos que deixar o partido, porque as ideias não estão de acordo com o novo diretório”, afirmou.

Mudança de sigla

Os dissidentes do PSB se reúnem nesta semana para começar a definir o futuro, em termos partidários.

DEM, PR e PP buscam a filiação de todo o grupo, ligado ao ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes.

Em Mato Grosso, o PSB tem dois deputados federais e quatro estaduais, que avaliam a saída em bloco.

Debandada

O deputado federal Valtenir Pereira assumiu o comando do PSB em Mato Grosso em junho. Ele havia deixado o partido em 2013, após divergências com o então prefeito da Capital, Mauro Mendes.

O presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, que foi responsável pelo convite, afirmou que o deputado retornou ao PSB para garantir “sintonia” entre a executiva estadual e a direção nacional.

O convite foi considerado uma resposta ao deputado federal Fábio Garcia, que votou favorável à reforma trabalhista do presidente Michel Temer (PMDB), mesmo com o diretório tendo deliberado pelo voto contra a proposta.

Como peemedebista, Valtenir ensaiou uma candidatura a prefeito de Cuiabá, mas foi barrado por Emanuel Pinheiro, que venceu as eleições, em 2016.


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