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13.11.2017 | 13h02
PF apreende ouro e "pó branco" em imóvel ligado a deputado
Conforme auto de apreensão, foram localizados ainda oito comprimidos similares a ecstasy
Alair Ribeiro/MidiaNews
O documento José Domingos, alvo da operação Malebolge, da PF
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Ouro, pedras preciosas, cheque no valor de R$ 250 mil, brincos, anéis e até comprimidos similares a ecstasy - além de um saquinho contendo pó branco.

Os itens foram apreendidos pela Polícia Federal, no último dia 14 de setembro, durante a Operação Maleboge, uma das fases da Ararath, em um apartamento ligado ao deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), no Jardim das Américas, em Cuiabá.

No local reside Itamara Cenci, sua ex-mulher.

Os itens apreendidos estão listados no auto de apreensão 425/2017 elaborado pela Polícia Federal, no dia 26 de setembro, data em que o cofre localizado no apartamento foi aberto.

Entre as joias apreendidas no apartamento estão: seis pares de brincos, seis anéis, dois colares, uma corrente, dois pingentes, duas pulseiras e um escapulário.

No cofre também havia várias folhas de cheque, uma em nome do deputado José Domingos Fraga, outra em nome de sua ex-mulher Itamara Cenci e alguns em nome de José Henrique Nonato Filho.

Foi apreendida ainda uma série de documentos e folhas de papel com diferentes inscrições, entre elas: “receita estimada de mensalidade”, planilha de rateio” e “planilha de controle de aluguel”.

Entre os documentos estavam também matrículas de imóveis, recibos e contratos de prestação de serviços, além de contrato de seguro de vida.

Ainda no relatório da PF, foram descritos “oito compridos de formatos diferentes, aparentando ser ecstasy” e “um pequeno saco plástico contendo pó branco”.

Operação

A operação foi deflagrada em 14 de setembro, com autorização do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As buscas foram determinadas com base na delação premiada firmada entre o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e a Procuradoria Geral da República (PGR), homologada por Fux.

Fraga foi citado por Silval como um dos parlamentares que eram beneficiados por um esquema de pagamento de "mensalinho" na Assembleia. Conforme Silval, os valores eram pagos aos deputados em troca de apoio a sua gestão.

 

 


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