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MPE / CRIME DE COLNIZA

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11.01.2018 | 16h08
MPE: médica acusada da morte de prefeito usou certificado falso
Yana Coelho Alvarenga é apontada como uma das mandantes do assassinato de Esvandir Mendes
Reprodução
A médica Yana Alvarenga (no detalhe)
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O Ministério Publico Estadual denunciou médica Yana Fois Coelho Alvarenga pelo crime de falsidade ideológica. Yana já estava denunciada por participação no assassinato do prefeito de Colniza (1.065 km ao norte de Cuiabá), Esvandir Antônio Mendes, em dezembro.

Na nova denúncia, a médica é acusada de conseguir um emprego na Prefeitura de Colniza apresentando um falso atestado de conclusão de residência médica.

A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Willian Oguido Ogama, que atua no Município.

A médica está presa em Cuiabá pela suposta participação na morte do prefeito.

Conforme a nova denúncia, a médica trabalhava como pediatra no Hospital André Maggi, no Município. Contudo, a especialização em pediatria supostamente realizada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) seria falsa.

O caso foi investigado em um inquérito da Polícia Civil aberto após uma denúncia anônima em 2015. Foi com base nesta investigação que o MPE fez a denúncia.

No inquérito, a coordenador geral da Comissão de Residência Médica (Coreme) da USP negou a existência de qualquer registro da especialização em pediatria realizada por Yana. “Ao ser interrogada, a denunciada confessou que ‘não possui título em pediatria’”, consta.

O promotor do MPE descreve que em um perfil de uma rede social do hospital há a informação de que a médica seria “Pediatra com pós-graduação em Dermatologia”.

“A denunciada também confessou que atendeu no Hospital Municipal e nos lugares onde atuou, em suas consultas, assinava como pediatra (Cf. Termo de Declarações de fl. 33), o que também pode ser constatado no Atestado de Saúde de fl. 29”, diz promotor em trecho da denúncia.

A promotoria ainda enumera quatro testemunhas para serem ouvidas.

Outras medidas

Na semana passada, a Promotoria de Justiça notificou o Município para anular o contrato administrativo relacionado à prestação de serviços clínicos envolvendo a médica.

De acordo com a notificação, antes de ser assassinado, o prefeito informou ao Ministério Público, de maneira informal, que não assinaria eventual contrato envolvendo Yana, uma vez que convocaria servidores concursados.

Pelo assassinato do prefeito, além de Yana, foram denunciados seu esposo, Antônio Pereira Rodrigues Neto, acusado de ser mandante, além dos supostos autores Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva. Um menor também estaria envolvido no crime.

O assassinato

Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada de Colniza.

O veículo foi ao encontro da caminhonete do prefeito e vários disparos foram feitos contra ele, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano da cidade.

Outros dois disparos feriram o secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. A esposa e o genro de Mendes saíram ilesos.

Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva foram presos, em uma estrada entre Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente).

Eles estavam em um Fiat Uno cinza, quando foram abordados por uma viatura da Polícia Civil.

Dentro do automóvel, foram apreendidos R$ 60 mil em dinheiro. O montante estava em pacotes do Banco do Brasil.

Leia mais sobre o assunto:

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Juiz: médica atrapalhou investigação e intimidou testemunhas

Juiz acata ação e mantém prisão de empresário, médica e mais 2


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