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MPE / EXECUÇÃO EM COLNIZA

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29.12.2017 | 16h21
MPE denuncia empresário, médica e mais 2 por morte de prefeito
Esvandir Antonio Mendes, de 61 anos, foi assassinado a tiros no último dia 15 de dezembro
Divulgação
A denúncia contra os acusados de matar o prefeito Esvandir Mendes (detalhe) foi protocolada no Fórum de Colniza
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o empresário Antônio Pereira Rodrigues Neto e sua esposa, a médica Yana Fois Coelho Alverenga, pelo assassinato do prefeito de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, de 61 anos.

Além deles, também foram denunciados Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva, que seriam os executores do crime.

O prefeito foi assassinado com vários tiros na tarde do último dia 15 de dezembro, dentro de sua picape Toyota SW4 preta, na BR-174, próximo do perímetro urbano de Colniza. No carro ainda estavam a sua esposa, seu genro e o secretário de Finanças Admilson dos Santos, que ficou ferido.

Antonio, Zenilton e Welison foram presos um dia após o crime. Já Yana foi detida no último domingo (24). Junto com ela, a Polícia Civil ainda apreendeu um adolescente de 15 anos, irmão de Antônio, que também teria participado da trama, mas não foi denunciado por ser menor.

A denunciada Yana e seu companheiro/denunciado Antonio promoveram, organizaram, cooperaram e dirigiram a atividade dos outros denunciados

Os quatro acusados vão responder pelos crimes de homicídio qualificado - por motivo torpe, promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, homicídio tentando, corrupção de menores, entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada e receptação de arma de fogo produto de furto.

Na denúncia, assinada pelos promotores Leandro Túrmina e Willian Oguido Ogama, o MPE aponta que Antônio e Yana “elucubraram” um plano criminoso para tirar a vida de Mendes por questões “pessoais e políticas”. A denúncia, porém, não detalha quais seriam estas questões.

Segundo a acusação, os dois contrataram Zenilton e Welison, pelo valor de R$ 5 mil cada, para executar o prefeito.

“A denunciada Yana e seu companheiro/denunciado Antonio  promoveram, organizaram, cooperaram e dirigiram a atividade dos outros denunciados, já que Zenilton e eram conhecidos do casal e foram contratados para a execução da referida infração penal. Além disto, o adolescente J.V.O.P também atuou a mando em obediência às ordens daqueles”, diz trecho da denúncia.

Os promotores ressaltaram que a materialidade do crime consta no boletim de ocorrência, nos interrogatórios, nas provas testemunhais, nos laudos, bem como nos depoimentos dos policiais que atenderam a ocorrência. 

"Por estas razões é que o Ministério Público requer seja recebida e autuada esta peça para que os denunciados sejam citados para responder à acusação, observando-se o rito previsto no artigo 406 e seguintes do Código de Processo Penal, visando que após o regular prosseguimento do feito – com a oitiva das testemunhas/informantes/vítimas abaixo arroladas – sejam pronunciados e levados a julgamento perante o Egrégio Tribunal do Júri, para que, então, sejam condenado pelas infrações penais acima descritas”, recomendaram. 

Na denúncia, o MPE ainda pediu a manutenção da prisão preventiva de Antônio,  Zenilton e Welison e a conversão da prisão temporária em  preventiva de Yana.

O crime

Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada de Colniza.

O veículo foi ao encontro da caminhonete do prefeito e vários disparos foram feitos contra ele, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano da cidade. 

Outros dois disparos feriram o secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. A esposa e o genro de Mendes saíram ilesos. 

Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva foram presos, em uma estrada entre Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente), 12 horas após o fato.

Eles estavam em um Fiat Uno cinza, quando foram abordados por uma viatura da Polícia Civil.

Dentro do automóvel, foram apreendidos R$ 60 mil em dinheiro. O montante estava em pacotes do Banco do Brasil.

Durante as investigações, a Polícia descobriu a participação de Yana no crime. 

Além da médica, um menor, irmão de Antônio, também foi apreendido.

Leia mais: 

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