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T. Superiores / GRAMPOS ILEGAIS

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11.08.2017 | 16h28
Em silêncio, ex-chefe da Casa Civil deixa CCC após uma semana
Paulo Taques foi beneficiado por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, nesta quinta-feira

MidiaNews
O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, deixa o Centro de Custódia da Capital
JAD LARANJEIRA E LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, deixou o Centro de Custódia da Capital (CCC) na tarde desta sexta-feira (11), após ter a liberdade concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.

Taques saiu da unidade prisional ao lado de dois advogados. No entanto, ele afirmou que só iria se pronunciar na semana que vem.

O ex-secretário da Casa Civil estava preso desde a última sexta-feira (4), por decisão do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O habeas corpus foi ingressado logo na segunda (7) e a soltura concedida na quinta (10).

Segundo o Tribunal de Justiça, Taques não precisará passar pela audiência admonitória no Fórum, na qual o acusado é informado a respeito das medidas cautelares.

Ele já foi notificado de suas restrições. Paulo está proibido de deixar o País, não poderá entrar em seis prédios do Governo do Estado, além de ficar proibido de manter contato com outros acusados.

Grampos ilegais

Paulo Taques está no epicentro de um escândalo de grampos ilegais que ganhou repercussão nacional após reportagem divulgada pelo "Fantástico", da Rede Globo.

Pesa contra o ex-secretário a suspeita de que ele teria mandado "grampear" sua ex-amante, a publicitária Tatiana Sangalli, e sua ex-assessora Carolina Mariane.

Outro argumento usado pelo desembargador Orlando Perri para justificar a prisão foi o risco de Paulo Taques destruir provas e documentos importantes para a investigação, uma vez que ainda teria forte influência no Governo.

O ex-secretário também é suspeito de ter integrado o esquema que operou escutas clandestinas ilegais no Estado, juntamente com um grupo de policiais militares, cujas vítimas teriam sido advogados, médicos, um jornalista e adversários políticos.

Os "grampos" ocorriam por meio da tática "barriga de aluguel", quando números de pessoas não investigadas são inseridos indevidamente em um pedido de quebra de sigilo telefônico.

Entre os grampeados estariam a deputada Janaina Riva (PMDB); os advogados José do Patrocínio e José Rosa; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; os médicos Sérgio Dezanetti, Luciano Florisbelo da Silva, Paullineli Fraga Martins, Hélio Ferreira de Lima Junior e Hugo Miguel Viegas Coelho.

Leia mais sobre o assunto:

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