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/ GRAMPOS EM MT

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18.07.2019 | 11h19
Defesa diz que PM apresentou provas e que MPE é corporativista
O cabo da PM Gerson Barbosa denunciou supostas irregularidades cometidas por membros do MPE
Alair Ribeiro/MidiaNews
O advogado Neyman Monteiro, que faz a defesa do cabo da PM Gerson Barbosa, réu confesso no caso dos Grampos
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O advogado Neyman Monteiro afirmou que o seu cliente, o cabo Gerson Correa Júnior, apresentou provas e caminhos nas denúncias feitas contra membros do Ministério Público Estadual. 

Gerson é réu confesso na ação penal que tramita na 11ª Vara Militar de Cuiabá relativa às escutas clandestinas operada no Estado entre os anos de 2014 e 2017. 

Ele tentou firmar acordo de colaboração premiada junto ao Naco (Núcleo de Ações de Competência Originária) neste ano, mas o pedido foi recusado pelo procurador Domingos Sávio, chefe do núcleo. Entre os argumentos, o procurador citou a falta de provas e o fato de não haver fatos novos.

“Tudo que ele falou hoje, o doutor Domingo Sávio tem conhecimento. Os documentos que foram juntados aqui [ Justiça Militar] estão todos no Naco. Inclusive com carimbo. Vocês terão acesso às provas que ‘não existem’, conforme disse o senhor Domingos Sávio. Ele deu provas, caminhos”, disse o advogado.

Na minha opinião, diante das provas apresentas era só [o Naco] querer investigar. O procurador não quis cortar a própria carne, a grande verdade é esse. Cada um salva seu time

“Na minha opinião, diante das provas apresentas era só [o Naco] querer investigar. O procurador não quis cortar a própria carne. A grande verdade é esse. Cada um salva seu time, como dizem. Na minha opinião, o MPE está sendo corporativas, porque todas as provas estão aqui. É só querer investigar”, avaliou o advogado.

Ao todo, ele citou que seis promotores teriam praticado irregularidades no grupo. São eles: Marco Aurélio de Castro, Marcos Bulhões, Marcos Regenold, Samuel Frungillo, Célio Wilson e Paulo Prado.

Terceiro interrogatório

Na tarde desta quarta-feira (18), Gerson prestou esclarecimentos à Justiça Militar pela terceira vez. 

Na ocasião ele fez acusações a promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), como o uso de "relatórios fraudulentos" para justificar grampos ilegais e desvio de finalidade de uma verba secreta destinada a ações de investigação.

O advogado revela que pediu o reinterrogatório, ainda no início do ano, após a defesa do coronel Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar e réu na ação penal, também pedir uma nova audiência.

“Quando soubemos que a defesa do coronel Lesco fez o pedido de reeinterrogatório, nós também tínhamos esse direito e o Gerson tinha alguns fatos ainda para falar. Foi como ele disse aqui: ele quis proteger o Lesco no primeiro e segundo interrogatório. Quando o Lesco resolve falar, o cabo Gerson decidiu falar também”, revelou.

Revelações

O juiz Marcos Faleiros e o Conselho Militar, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, ouviram os coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco e o cabo Gerson Correa entre terça e quarta-feira.

Também são réus na ação penal o coronel Ronelson Barros, ex-adjunto da Casa Militar, e o coronel Januário Batista.

Nas audiências, os coronéis Zaqueu e Lesco – que até então negavam conhecimento do esquema de interceptações ilegais em Mato Grosso – revelaram detalhes, já delatados por Gerson Correa em outra audiência.

O ex-governador Pedro Taques e seu primo Paulo Taques, ex-Casa Civil, foram abertamente acusados de serem os responsáveis pelo início da operação criminosa - e seus maiores beneficiados. 

Leia mais sobre o assunto:

Cabo diz que 6 promotores cometeram ilegalidades no Gaeco

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