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17.07.2019 | 17h02
Cabo cita grampos em 120 números e diz que destruiu arquivos
Gerson Correa reforçou que os grampos foram financiados pelos primos Paulo e Pedro Taques
Alair Ribeiro/MidiaNews
O cabo Gerson Corre durante reinterrogatório no Fórum de Cuiabá
THAIZA ASSUNÇÃO E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O cabo da Polícia Militar Gerson Correa Júnior afirmou que pelo menos 120 terminais telefônicos foram grampeados ilegalmente em Mato Grosso antes e durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

A informação foi dada em seu reinterrogatório na tarde desta quarta-feira (17), na 11ª Vara Criminal de Cuiabá.

Segundo ele, os arquivos jamais poderão ser recuperados, uma vez que os destruiu, jogando-os em um rio.

Durante o depoimento, o cabo reforçou que os grampos foram financiados pelo ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, com anuência do ex-governador, Pedro Taques (PSDB).

Houve a evolução do projeto e, em determinado momento, as duas plataformas ficaram trabalhando juntos: Wytron e Sentinela. Um funcionando mal e outro em desenvolvimento. Nessa época nós já tínhamos monitorados uns 120 terminais

Gerson contou Paulo Taques deu um aporte de R$ 40 mil para financiar a “grampolândia”.

O cabo afirmou que inicialmente foi confeccionado um relatório com nome de policias e criminosos, sem nenhum número ilegal. Isso, em meados de setembro de 2014.

“Após isso, dias antes das eleições, foram aportados novos números de adversários políticos do [Pedro] Taques”, disse o militar.

Foi nessa ocasião em que foram grampeados nomes como os dos advogados José Antônio Rosa (jurídico da campanha de José Riva), Jose do Patrocínio (jurídico da campanha de Lúdio Cabral), o candidato José Marcondes Muvuca, a advogada Tatiane Sangalli (ex-amante de Paulo Taques), o vereador Vinicius Hugueney, Michelle Cecilia da Silva, Eduardo Gomes Silva Filho (assessor de Wagner Ramos), Romeu Rodrigues da Silva (assessor especial da Seduc), a jornalista Larissa Malheiros e o coronel Mendes.

Ainda conforme  Gerson, superado o pleito eleitoral, o grau de interesse entre os grampeados entrou em declínio, permaneceu apenas o Muvuca como alvo de grampo, já que ele seria inimigo capital do governador.

O cabo acrescentou que, na época, o equipamento Wytron, que foi sistema utilizado no início para fazer os grampos, começou a apresentar problemas. Foi a partirt daí, segundo ele, que houve a idelização do sistema Sentinela. 

“Meu interesse era operacionalizar o sistema. E isso precisava de um aporte financeiro. Foi quando Lesco bancou parte do projeto com dinheiro de empréstimo, sob a certeza de que Paulo Taques continuaria a bancar”, disse.

“Houve a evolução do projeto e, em determinado momento, as duas plataformas ficaram trabalhando juntos: Wytron e Sentinela. Um funcionando mal e outro em desenvolvimento. Nessa época nós já tínhamos monitorados uns 120 terminais”, pontuou. 

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