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04.06.2019 | 16h14
Ex-gerente do BicBanco depõe na Justiça Federal na próxima 4ª
Cuzziol firmou acordo de colaboração premiada em abril; processo tramita sob sigilo
Arquivo MidiaJur
O juiz Jeferson Schneider (detalhe), que deve ouvir Cuzziol na próxima quarta
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, marcou para a próxima quarta-feira (12), às 13h30, o reinterrogatório do ex-superintendente do BicBanco de Mato Grosso, Luis Carlos Cuzziol. A decisão é do dia 31 de maio.

Nesta segunda-feira (3), veio à tona a notícia de que Cuzziol teria firmado um acordo de delação premiada em abril deste ano, homologada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF). 

Segundo informações, as declarações dão detalhes de como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de campanha investigado no âmbito da Operação Ararath. 

O processo tramita sob sigilo. Ele trata de acusação de prática de inúmeras operações ilícitas de empréstimos bancários concedidos à pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda e que tinham como garantia créditos fictícios junto ao Governo do Estado.

O prejuízo estimado é de R$ 12 milhões, pagos à empresa por meio da simulação de prestação de serviços na área de consultoria e assessoria em gestão governamental.

Cuzziol, alvo da 5ª e 6ª fase da Operação Ararath, já foi condenado em três ações penais. As investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontam que ele teria ajudado o ex-secretário de Estado Eder Moraes a lavar dinheiro.

Ele também teria usado o Bic Banco para conceder empréstimos, de forma fraudulenta. O Banco Industrial e Comercial S/A (BicBanco) foi vendido em 2013 para um grupo de chineses e, atualmente, se chama oficialmente China Construction Bank. 

A operação

Com 12 fases de investigação, a Operação Ararath foi deflagrada pela Polícia Federal em 2013 e investigou, em linhas gerais, um esquema que tinha como base instituições financeiras “clandestinas”.

De acordo com as denúncias, Eder Moraes era quem operava o esquema, captando, emprestando, intermediando e lavando dinheiro “oriundo de crimes cometidos contra a administração pública estadual”.

Mais de R$ 500 milhões foram desviados, segundo o Ministério Público. O prejuízo ao governo ocorria por meio de isenção de impostos, concessão de benefícios fiscais, pagamento de precatórios, entre outras práticas.

O destino do dinheiro incluía o pagamento de dívidas de campanhas eleitorais de membros do grupo do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Leia mais sobre o assunto:

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