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/ CASO RODRIGO CLARO

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15.04.2019 | 16h52
Defesa tenta anular provas de processo; juízes são contrários
Nesta segunda-feira (15), são ouvidas pelo juízo militar as testemunhas de defesa do caso
Alair Ribeiro/MidiaJur
A tenente Izadora Ledur, que responde por crime de tortura
CÍNTIA BORGES E JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

A defesa da tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps pediu a anulação das investigações feitas no âmbito da Polícia Civil no processo em que a oficial é acusada de torturar o aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, em novembro de 2016.

O aluno morreu dias depois depois do treinamento, que foi realizado na Lagoa Trevisan e conduzido pela tenente.

O pedido foi feito durante audiência conduzida pelo juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (15). O pedido foi negado por quatro, dos cinco, juízes que compõe o Conselho de Sentença. 

A defesa alegou que os inquéritos realizados pela Polícia Civil "contaminam" o processo. E defendeu que apenas as investigações conduzidas no âmbito Militar sejam consideradas pelo juízo.

"O prejuízo está claro, é evidente. A questão aqui é de legalidade. De garantia. E mais: a investigação da Policia Militar, não tenho duvida, é mais completa que a da Polícia Civil. Por conta da sua especificidade, e porque quem o faz também já presenciou e esteve em situações como aquela, podendo ser muito fácil a verdade real”, disse o advogado da tenente, Huendel Rolim.

"A defesa requer que sejam consideradas nulas as provas produzidas no âmbito da Polícia Civil, exceto as provas não repetíveis. Como por exemplo, exames de corpo e delito, e provas técnicas que eventualmente tenham sido produzidas à época, e que hoje não podem ser repetidas sequer no inquérito policial militar. Agora a oitiva de testemunhas, simples, dentro do inquérito policial militar”.

Relembre o caso

A morte do aspirante ocorreu em novembro de 2016, após intenso treinamento na Lagoa Trevisan.

Ele chegou a ser levado para o Hospital Jardim Cuiabá, na Capital, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por cinco dias.

Em depoimento, colegas de curso informaram que Rodrigo vinha sendo submetido a diversos "caldos" e que chegou a reclamar de dores de cabeça e exaustão.

Ainda assim, ele teria sido obrigado a continuar na aula pela tenente, que na época era responsável pelos treinamentos dos novos soldados da corporação.

A tenente foi afastada logo após a morte. No entanto, segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Júlio Cézar Rodrigues, esta não foi a primeira vez que ela estava sendo investigada por cometer excessos nos treinamentos.

Da primeira vez ela foi acusada - em uma denúncia anônima ao Ministério Público Estadual (MPE) - de fazer pressão psicológica em alunos durante os treinos do 15º curso de formação dos bombeiros.

Mais informações em instantes

Leia mais sobre o assunto:

Conselho: Ledur reúne condições de permanecer nos Bombeiros


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