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/ ASSASSINATO

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15.03.2019 | 16h04
Justiça acata denúncia e nega habeas corpus para autor do crime
Com a decisão, Paulo Faruk de Moraes vai responder por homicídio duplamente qualificado
Reprodução
Silas Henrique Palmieri Maia (detalhe) foi assassinado no dia 18 de fevereiro
BIANCA FUJIMORI
DA REDAÇÃO

A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Estadual contra o empresário Paulo Faruk de Moraes pelo assassinato do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia.

A decisão é do juiz Rafael Depra Panichella, da Vara Única de Porto dos Gaúchos, na última quinta-feira (7).

Com a decisão, o fazendeiro se torna réu por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por dificultar a defesa por parte da vítima.

Diante das provas apresentadas pelo Ministério Público Estadual, o juiz constatou materialidade suficiente para a instauração da ação penal.

Já na terça-feira (12), o desembargador Paulo da Cunha negou o habeas corpus protocolado pela defesa do empresário.

O advogado Anderson Nunes de Figueiredo sustentou o pedido de liminar em quatro pontos, entre eles o fato de que Paulo não fugiu e se apresentou à Polícia Civil. Segundo o defensor, não havia "motivo para justificar a constrição preventiva”.

No entanto, o desembargador afirmou que o crime tem gravidade concreta, pois o fazendeiro não teve receio em atirar nas costas do agrônomo na frente de diversas testemunhas e à luz do dia.

“Assim, percebe-se que a decisão objurgada não se pautou na mera gravidade abstrata, mas está firmada em elementos objetivos, extraíveis dos autos, que revelariam a gravidade concreta da conduta, diferenciando-a de crimes da mesma natureza, a revelar a periculosidade concreta do paciente”, escreveu.

Relembre o caso

Silas, de 33 anos, foi assassinado com diversos tiros na cabeça no dia 18 de fevereiro, na zona rural de Porto dos Gaúchos (651 km de Cuiabá).

De acordo com a Polícia Civil, ele estava almoçando em uma lanchonete no distrito de Novo Paraíso, por volta das 13 horas, quando foi alvejado.

Nas imagens, gravadas por uma câmera de segurança, é possível ver o autor realizando os disparos e fugindo em seguida. 

A investigação foi conduzida pelo delegado Carlos Henrique Engelmann, titular da Delegacia de Juara (a 690 km de Cuiabá).

O fazendeiro se entregou à Polícia no dia 21 de fevereiro e confessou ter matado o engenheiro por causa de uma dívida comercial.


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