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13.03.2019 | 16h55
MPE se manifesta favorável a novo depoimento do coronel Lesco
Defesa de ex-chefe da Casa Militar ingressou com pedido para ele dar novos esclarecimentos
Alair Ribeiro/MidiaJur
O promotor de Justiça Allan Sidney do Ó
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O promotor de Justiça Allan do Sidney do Ó, que atua na 11ª Vara Militar de Cuiabá, emitiu parecer favorável ao reinterrogatório do ex-secretário-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco.

Lesco é réu na ação que apura os crimes militares relativos ao suposto esquema de grampos clandestinos operado em Mato Grosso.

“Sem prescindíveis delongas, o Ministério Público não se opõe ao deferimento do pleito, até porque, encontra-se respaldado de forma subsidiária no art. 196, do Código de Processo Penal, se tratando o interrogatório, de um ato processual não preclusivo”, escreveu o promotor.

O artigo do CPP citado pelo promotor estabelece que "a todo tempo o juiz poderá proceder a novo interrogatório de ofício ou a pedido fundamentado de qualquer das partes".   

Na terça-feira (12), a defesa de Lesco protocolou um pedido para reinterrogatório, argumentando que a ação “merece maiores esclarecimentos, não se limitando ao que já foi produzido”.

Em julho de 2018, Lesco foi ouvido na Vara Militar junto aos outros quatro réus na ação penal. 

O pedido para ser reinterrogado ocorre uma semana antes do julgamento da ação, programada para ocorrer nos dias 20, 21, 22 de março.

Além de Lesco, também são réus na ação penal o cabo da PM Gerson Correa, o ex-comandante da PM Zaqueu Barbosa, o coronel Ronelson Barros, ex-adjunto da Casa Militar, e o coronel Januário Batista.

Nas alegações finais do MPE, o promotor pede pela condenaçao de Lesco pelo crime de realização de operação militar sem ordem superior, que prevê de três a cinco anos de reclusão.

Depoimento anterior

No depoimento que deu em julho de 2018, Lesco admitiu que emprestou R$ 24 mil ao cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior para que este comprasse equipamentos de interceptação telefônica.

Segundo Lesco, apesar de ter apenas emprestado o dinheiro a Gerson, a emissão da nota fiscal em seu nome ocorreu sem sua autorização.

A nota fiscal registrada no nome de Lesco foi anexada à denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Mauro Zaque à Procuradoria Geral da República (PGR), a respeito do sistema de grampos ilegais.

“Tomei conhecimento dessa nota fiscal pela imprensa. Não conheço essa nota”, afirmou.

Segundo Lesco, ele ainda não recebeu pelo empréstimo feito a Gerson.

Leia mais sobre o assunto:

Ex-Casa Militar pede para ser reinterrogado na ação dos grampos


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