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/ PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE

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09.01.2019 | 16h55
TCE suspende pagamento de 13º a vereadores de VG
A cautelar foi concedida em Representação de Natureza Interna proposta pelo Ministério Público de Contas
Arquivo MidiaJur
O conselheiro interino Moises Maciel
DA REDAÇÃO

Medida cautelar concedida pelo conselheiro interino Moises Maciel, plantonista do Tribunal de Contas de Mato Grosso,  suspendeu o pagamento do décimo terceiro salário aos vereadores da Câmara Municipal de Várzea Grande.

A cautelar foi concedida em Representação de Natureza Interna (Processo nº 37.215-3/2018) proposta pelo Ministério Público de Contas, que apontou violação ao princípio da anterioridade na Resolução nº 14/2017, editada pela Câmara de Várzea Grande e que concedia o benefício aos vereadores já em 2018.

Na Decisão nº 1366/MM/2018, publicada no Diário Oficial de Contas de 28/12/2018, o conselheiro Moises Maciel suspendeu o pagamento do benefício, caso ainda não tivesse sido efetivado, sob pena de multa diária de 20 UPFs em caso de descumprimento.

Se o pagamento já ocorreu, a decisão prevê o crédito imediato dos valores aos  cofres públicos. A medida deve ser comprovada ao Tribunal de Contas até a data de 21/01/2019.

Além do princípio da anterioridade, o MPC observou que o pagamento do 13° subsídio para   agentes   políticos  deve   ser   precedido   do   devido   processo legislativo, formal e material, incluindo a respectiva iniciativa, justificativa, deliberação, cotação e publicação.

Deve ainda ser instituído de acordo com a realidade financeira do município, com a Lei de Diretrizes Orçamentária, com a Lei Orçamentária Anual, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, e estar devidamente amparado por estudos técnicos.

"Ao   instituir   o   13°   subsídio   com   pagamento   ainda   durante   a   atual legislatura, a Câmara Municipal de Várzea Grande não só deixou de observar tais prescrições normativas, como também o princípio da anterioridade previsto no art. 29, VI, da Constituição Federal", diz trecho da decisão do conselheiro plantonista. Originalmente, o processo está sob a relatoria da conselheira interina Jaqueline Jacobsen Marques.


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