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/ "BOA NOITE CINDERELA"

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05.12.2018 | 17h37
MPE denuncia "Maníaco da Garrafada" por assassinatos e roubos
Francisco Francioni é acusado de dopar vítimas com bebidas supostamente curativas
Alair Ribeiro/MidiaNews/PJC-MT
Francisco Djalma Francioni (detalhe), que foi denunciado pelo MPE
DA REDAÇÃO

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso denunciou Francisco Djalma Francioni, 67 anos, conhecido como “Maníaco da Garrafada” por dois latrocínios, três tentativas de latrocínios e roubo.

A ação penal foi proposta pela 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital.

Francioni é acusado de aplicar diversos golpes em idosos, especialmente na porta de hospitais e rodoviárias em várias regiões do País, incluindo Mato Grosso.

O golpista oferecia às vítimas uma suposta “garrafada” com “poderes” de “curar” diversas doenças, entre elas o câncer. Após “dopar” os idosos com a bebida ele roubava documentos, celulares, dinheiro e cartões, que depois utilizava para fazer saques em agências bancárias.

Entre as vítimas do golpe do “Boa Noite Cinderela” duas morreram em Cuiabá. Odílio Rodrigues dos Santos, 63 anos, moreu em abril de 2017 após ingerir a bebida.

Em novembro do mesmo ano, Vanderlei Marcos Missau, 69 anos, também morreu após tomar o líquido. Os dois sofriam de câncer e tomaram a “garrafada” com a promessa de cura.

Francioni foi denunciado, ainda, pelas tentativas de latrocínio de Enio Rodrigues Correia, Manoel Macena de Oliveira e Marli Teresinha Saggin. Todos os crimes na Capital.

De acordo com o MPE, Odílio Rodrigues dos Santos e Marli Teresinha Saggin, ambos casados e residentes no município de Peixoto de Azevedo, vieram a Cuiabá a fim de buscar atendimento no Incra.

Assim que desembarcaram na rodoviária da Capital foram abordados por Francisco Djalma, que se identificou como tenente aposentado e passou a conversar com o casal a fim de adquirir a confiança de ambos.

Após dizer que conhecia uma pessoa no Incra que poderia ajudá-los, o golpista chegou a pagar um táxi para levar o casal de idosos ao local.

Assim que chegaram ao Incra, ele colocou em prática seu plano, oferecendo uma bebida. Depois de ingerir a bebida, as vítimas começaram a passar mal, momento em que Francisco de aproveitou para roubar os pertences dos dois.

Marli Saggin, após desmaiar, recebeu atendimento médico e ficou internada por 15 dias, sendo que 13 destes foram em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Odílio também foi levado ao hospital e morreu após ficar 21 dias internado.

A outra morte aconteceu no dia 8 de novembro de 2017. Conforme narra a denúncia do MP, Francioni ofereceu a bebida a Vanderlei Marcos Missaul, impossibilitando-o de oferecer qualquer resistência, sendo que “na sequência subtraiu os seguintes bens da vítima: uma pasta, na qual existiam os pertences pessoais, assim como dinheiro proveniente de saques realizados na sua conta bancária. Vale salientar que a substância empregada para impossibilitar a reação da vítima acabou causando a sua morte”. O idoso estava em Cuiabá para realizar exames no Hospital de Câncer.

O promotor Leandro Túrmina pediu a prisão preventiva do denunciado. “O Ministério Público do Estado de Mato Grosso - considerando estarem preenchidos os requisitos do artigo 312 e 313 do CPP e, ainda, que não há possibilidade da aplicação de medidas cautelares diversas da prisão no caso em tela – requer seja decretada a prisão preventiva do denunciado Francisco Djalma Francioni, visando a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal”.


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