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/ VIOLÊNCIA

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10.10.2018 | 14h59
Servidor acusado de assassinar a namorada vai a júri em Cuiabá
Silvânia Valente, de 37 anos, foi assassinada em novembro de 2011, dentro da casa do réu, em Cuiabá
Montagem/MidiaNews
Silvânia Valente, de 37 anos, que morreu por traumatismo craniano após ser agredida pelo namorado
LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

O servidor público João Batista Andrade, de 29 anos, vai a júri popular nesta quarta-feira (10) pelo homicídio da então namorada Silvânia Menegildo Valente, de 37 anos, em 3 de novembro de 2011, no Bairro Santa Amália, em Cuiabá.

João Batista foi denunciado por homicídio qualificado – por emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Tribunal do Júri acontece no Fórum de Cuiabá e será conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da Primeira Vara Criminal da Capital.

Andrade é acusado de ter utilizado uma picareta sem cabo para desferir golpes contra a vítima, o que resultou em sua morte por traumatismo craniano um dia após o espancamento. Silvânia trabalhava no Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e deixou três filhos – na época, dois deles eram adolescentes.

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), no dia do crime, o casal teria consumido álcool e drogas.

Ao longo do processo, o réu ainda tentou alegar insanidade, mas o exame feito atestou que, à época dos fatos ele “era inteiramente capaz de entender a ilicitude de seus atos e inteiramente capaz de determinar-se segundo este entendimento”.

Relacionamento

De acordo com informações de familiares, o casal teria namorado por cerca de 3 anos. Em Juízo, um dos filhos de Silvânia disse que soube da agressão por meio de uma tia, mas que, no início, duvidou “pois sua mãe gostava muito do réu e achou que sua tia estava exagerando”.

Depois, foi visitar sua mãe no hospital e seu estado físico era grave, tinha pontos na cabeça, olho roxo, nariz quebrado, e ela estava inconsciente

“Depois, foi visitar sua mãe no hospital e seu estado físico era grave, tinha pontos na cabeça, olho roxo, nariz quebrado, e ela estava inconsciente”, diz trecho do processo.

Conforme o rapaz, imediatamente ele ligou para o namorado da mãe, que o atendeu e teria começado a chorar e pedir desculpas, relatando que não sabia o que havia feito. João teria confirmado, porém, que o casal havia usado crack na noite do crime.

O crime

Consta nos autos que a ex-esposa de João Batista teria sido uma das primeiras a chegar à casa do réu na noite do crime, após receber uma ligação do irmão do réu pedindo-lhe para que fosse até a casa do servidor, porque ele havia ligado e falado coisas sem sentido.

A mulher disse que o “ex-cunhado não foi pessoalmente até a casa do réu, pois ele reside em Tangará da Serra e ela a pessoa mais próxima que poderia ir até a residência do réu”.

A mulher alegou que, após tomar conhecimento do que havia ocorrido na residência, por meio dos policiais militares que estavam no local, ligou para o ex-marido, que “não lhe falava nada com sentido” nem onde estava, mas que estava de carro e apenas a pedia para cuidar das suas filhas”.

Prisão e internação

Após ser indiciado, João Batista chegou a responder ao inquérito em liberdade e, posteriormente, foi preso. A prisão preventiva dele foi convertida em internação compulsória por decisão do Tribunal de Justiça.

O servidor foi encaminhado para uma clínica de reabilitação em fevereiro de 2012, tendo autorização para deixar o local por três dias, a cada duas semanas.

Em 21 de setembro deste ano, o oficial de Justiça se encaminhou para o endereço do réu para intimá-lo sobre a data de julgamento, mas ele não foi encontrado.

“Encontrei o imóvel fechado e com aspecto de desocupado. Busquei informações com vizinhos e com outras testemunhas do fato, que também residem ali próximas, onde obtive a informação que João Batista Andrade, indiciado, mudou-se daquele local há mais de um ano, tomando rumo ignorado”, informou o oficial de Justiça.


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