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/ JOGO DO BICHO

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13.09.2018 | 17h59
A juiz, vítima confirma agressão, mas nega conhecer Arcanjo
Alberto Toniasso foi ouvido pelo juiz Geraldo Fidelis e disse que levou um tapa no rosto
Alair Ribeiro/Midianews
Alberto Jorge Toniasso negou conhecer Arcanjo, mas confirmou agressã
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O suposto bicheiro Alberto Jorge Toniasso afirmou nesta quinta-feira (13) ao juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execuções Penais, que foi agredido no escritório de um estacionamento localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, que pertence à família do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

A informação sobre a agressão chegou ao Judiciário por meio de uma denúncia anônima, que relaciona Arcanjo ao jogo do bicho em Cuiabá.

Conforme Toniasso, entre novembro e dezembro de 2017, ele foi até escritório na Avenida do CPA a convite de um homem identificado apenas de "Roberto”.

Chegando lá, "Roberto" teria jogado no chão a máquina de cartão usada para registrar o jogo do bicho.

“Tomei um tapa no rosto”, disse Toniasso, durante audiência realizada no Fórum da Capital.

Toniasso afirmou em Juízo que não viu quem desferiu o tapa contra ele.

Alair Ribeiro/MidiaNews

Joao Arcanjo Ribeiro 13-09-2018

Ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que atualmente administra estacionamento da família

O escritório em que a suposta agressão teria ocorrido é o mesmo onde o ex-bicheiro trabalha atualmente, em funções administrativas, desde que foi beneficiado com a progressão de regime.

Na denúncia protocolada na Justiça, consta o boletim de ocorrência de agressão realizado por Toniasso. 

Ele esclareceu que registrou o boletim de ocorrência semanas depois do ocorrido, a pedido de um advogado.

João Arcanjo ficou preso entre os anos de 2003 e 2018 acusado de diversos crimes, entre eles o assassinato do jornalista Sávio Brandão, em Cuiabá.

Arcanjo deixou a Penitenciária Central do Estado (PCE) em Cuiabá no dia 16 de fevereiro deste ano.

A denúncia  

Na denúncia, consta que Toniasso foi agredido pelo genro do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Giovani Zen.

Conforme a acusação, Arcanjo deu a seu genro, Giovani Zen, o poder de comandar o jogo do bicho em Cuiabá.

Ao juiz Fidelis, Alberto Toniasso negou ter conhecimento de que o escritório pertencia ao genro do ex-bicheiro e negou, inclusive, conhecer Arcanjo.

“Tomei conhecimento [desses etalhes] pela imprensa”, disse.

Genro rebate denúncia

Em audiência de justificação sobre o caso, realizada em agosto, o genro de Arcanjo expôs sua versão sobre encontro entre ele e Alberto Toniasso.

No entanto, ele alega que Alberto era quem tentava coagi-lo.

“Uma pessoa me procurou para marcar um encontro com esse Alberto. Eu o recebi na minha sala, em um local onde trabalham 30 pessoas. Ele perguntou se eu tinha interesse em jogo do bicho e respondi que ele estava enganado, porque a gente não trabalha com isso”, disse.

Arcanjo, por sua vez, afirmou que não se lembra de nenhum Alberto.

“Se conheço, é de muito tempo atrás”, afirmou.

Leia mais sobre o assunto:

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