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13.09.2018 | 15h52
Silval: "O Taques deveria fazer como eu e colaborar com a Justiça"
Ex-governador negou te sido sócio de Mauro Mendes e comparou Governo a "carroça vazia"
Alair Ribeiro/MidiaNews
O ex-governador Silval Barbosa prestou depoimento na tarde desta quarta no MPE
THAIZA ASSUNÇÃO E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O ex-governador Silval Barbosa criticou a atual gestão do Estado e disse que, diante das atuais denúncias de corrupção, o governador Pedro Taques (PSDB) deveria fazer como ele: prestar contas à Justiça.

“Fala que Silval quebrou o Estado, que Silval desviou dinheiro... Tudo o que eu fiz eu estou prestando conta na Justiça. É algo que o atual Governo tem que fazer também, na minha opinião. Se ele (Taques) errou, ele que veio do Ministério Público devia ter o mesmo comportamento que o meu”, disse nesta quarta-feira (12), após prestar depoimento no Ministério Público Estadua.

“Tantas denúncias, delações, prisões. Ele tinha que fazer o mesmo que eu e colaborar com a Justiça, não ficar se escondendo atrás de campanha que não existe”, afirmou.

Tantas denúncias, delações, prisões. Ele tinha que fazer o mesmo que eu e colaborar com a Justiça

Silval também rebateu Taques e negou ter sido sócio do ex-prefeito Mauro Mendes (DEM) e de participar de sua campanha eleitoral.

Em entrevista à imprensa no mês passado, Taques sugeriu que Silval era o coordenador de infraestrutura da campanha eleitoral do democrata.

“Hoje eu vivo em função da minha família e de prestar conta à Justiça daquilo que eu fiz. O que falam aí nas campanhas, que eu sou coordenador de campanha A, que eu tenho participação disso, tenho participação daquilo. Não é verdade”, afirmou.

Silval confessou em delação premiada ter comandado um esquema de corrupção em seu Governo, entre os anos de 2010 e 2014.

No acordo, o ex-chefe do Executivo aceitou devolver cerca de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Em uma das fases da Operação Sodoma, que investigou a cobrança de propina por parte de agentes públicos, ele foi condenado a 14 anos de cadeia.  

Hoje eu vivo em função da minha família e de prestar conta à Justiça daquilo que eu fiz. O que falam aí nas campanhas, que eu sou coordenador de campanha A, que eu tenho participação disso, tenho participação daquilo, não é verdade

“Eu me desfilei do MDB, não tenho nada com qualquer partido. Para mim não interessa o resultado da eleição. Eu só espero que a população escolha o melhor para gerir Mato Grosso. Alías, estou inelegível, perdi meus direitos políticos, portanto nem votar eu vou quanto, mais coordenar campanha de alguém, jamais", disse.

O ex-governador – que ficou preso por quase dois anos acusado de montar uma organização criminosa no Governo Estado - afirmou, em delação à Procuradoria Geral da República (PGR), que fez um acordo nas eleições de 2014 com Taques, Mauro e com o atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) para não ter as contas investigadas.

O acordo, segundo Silval, era não investir altos valores na campanha de Lúdio Cabral (PT), a quem apoiava oficialmente.

"Carroça vazia" 

 

Para Silval, Pedro Taques o ataca na campanha porque não tem o que mostrar para sociedade.

“Eu ouvi de uma pessoa muito inteligente esses dias que carroça vazia faz muito barulho. Se ele não tem o que mostrar, ele fica falando de mim, o tempo todo. Fala que eu deixei o Estado totalmente arrasado. Isso não é verdade. Eu deixei o Estado equilibrado, com servidores pagos no último dia do mês, décimo terceiro, RGA, tudo certinho”, disse.

O ex-governador ainda duvidou que o atual governador tenha feito 2.600 quilômetros de asfalto conforme divulga na campanha.

“Em relação de obras, nenhum Governo pode comparar com o meu. Cuiabá vai fazer 300 anos no ano que vem e em todo esse período construíram 4 pontes entre a Capital e Várzea Grande. Em quatro anos, eu fiz duas e reformei outras duas. Em 300 anos construíram três viadutos aqui. Em quatro anos, eu fiz onze. No interior eu fiz 1.800 km de asfalto. Fiz e mostro onde fiz. Eu duvido que existem 2.600 km de asfalto que eles propagam, pode investigar isso que não procede, não existe”, pontuou.

Veja vídeo: 

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