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/ ALVO DA BERERÉ

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13.09.2018 | 16h40
MPF dá parecer favorável a registro de candidatura de Mauro Savi
Órgão não vê condições de inelegibilidade; deputado foi preso por suposto esquema no Detran-MT
Alair Ribeiro/MidiaNews
O deputado estadual Mauro Savi, que busca a reeleição na Assembleia Legislativa
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, deu parecer favorável ao registro de candidatura do deputado estadual Mauro Savi (DEM), réu na ação penal derivada da Operação Bereré e que almeja a reeleição na Assembleia Legislativa.

O documento foi anexado aos autos nesta quarta-feira (12). 

Savi foi preso no dia 9 de maio, durante a segunda fase da operação, mas foi solto no dia 22 de agosto por decisão do Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

A operação apura um esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), na ordem de R$ 30 milhões. O esquema operou de 2009 a 2015, segundo o Ministério Público Estadual (MPE).

Assim que foi solto, a Executiva do Democratas em Mato Grosso aprovou o envio do pedido de candidatura do deputado à Justiça Eleitoral. 

O Ministério Público Federal, [...] após a devida análise do pedido de registro de candidatura em epígrafe e constatada a sua regularidade [...] manifesta-se pelo seu deferimento

Em nota, o DEM afirmou que o protocolo pedindo a possibilidade de disputa foi feito por Savi, após a abertura de uma vaga na coligação com a renúncia do candidato Jeremias Prado dos Santos.

No parecer, a procuradora Cristina Nascimento de Melo afirmou que Savi encontra-se elegível para disputar a reeleição. 

“O Ministério Público Federal, por intermédio da Procuradoria Regional Eleitoral, após a devida análise do pedido de registro de candidatura em epígrafe e constatada a sua regularidade, com a presença das condições de elegibilidade e ausência de condições de inelegibilidade, manifesta-se pelo seu deferimento”, diz trecho do documento.

Com a manifestação, o pedido de registro de candidatura de Savi, agora, será enviado para apreciação do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Réu da Bereré

Segundo as investigações da Operação Bereré, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran retornava como propina a políticos e empresários. O dinheiro, de acordo com o MPE, era “lavado” pela Santos Treinamento - parceira da EIG no contrato - e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.

De acordo com a denúncia, os fatos vieram à tona a partir da colaboração premiada de Teodoro Moreira Lopes, o “Doia” (indicado por Mauro Savi para a presidência do Detran-MT).

O deputado é apontado como um dos líderes e maiores beneficiários do esquema. O Ministério Público Estadual (MPE) afirmou que ele recebia propinas milionárias através do empresário Claudemir Pereira, então sócio da Santos Treinamento.

Savi ainda teria exigido R$ 1 milhão dos sócios da EIG, em 2014, para aceitar encerrar as negociações ilícitas.

Leia mais: 

Após deixar a prisão, Savi tem candidatura aprovada pelo DEM 


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