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/ RENATO GOMES NERY

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08.08.2018 | 10h45
O Brasil que queremos
Concebido torto, doente, preguiçoso, problemático, o País vingou; e todos esses males originais o perseguem
RENATO GOMES NERY

O Brasil não é para principiantes, como afirmou Tom Jobim. É uma nau de insensatos que não navega e nem sai do lugar. "É ultimo ovo que o capeta botou no lajedo e não gorou", como dizia a minha mãe quando se deparava com alguma situação insólita. Nasceu num lugar quente, distante e improvável abaixo da Linha do Equador.

Concebido torto, prematuro, doente, preguiçoso, problemático, mas, enfim, vingou. E todos esses males originais o perseguem implacavelmente. Nenhum médico o curou, apenas atenuou ou agravou os seus sintomas e ele continua na malemolência de uma penosa vida de Jeca Tatu. Neste entra e sai da UTI.

Todos querem comer, beber, trabalhar, estudar, ter saúde, segurança e liberdade de falar e voar se quiser

De repente aparece alguém e diz enganosamente que tem uma "solução de algibeira", como se dizia antigamente. Assume esgota todos os seus recursos, mas o doente continua comatoso. É neste limbo que a eleições de outubro/2018 pega este Brasil Varonil. Num deserto, à míngua de perspectivas, e a procura de rumo. Como tudo que está ruim pode piorar é preciso ter cuidado, pois o terreno está minado!

E agora José? Para onde vamos? Temos uma tenebrosa sina: estamos sempre votando no menos pior! Após assistir, durante a semana inteira, os programas com os pretensos candidatos à Presidência da República, pergunto ceticamente qual é o menos pior?

O que procuramos? Alguém que não seja principiante, mas apto e responsável. Que tenha segurança e experiência. Que saiba somar, dividir e fazer uma regra de três. Que saiba que não se pode gastar mais do que ganha. Que enfrente e tome decisões necessárias doa a quem doer. Que cuide do País como uma mãe e um pai amorosos tratam a sua família. O País nada mais é do que uma casa familiar ampliada. Todos querem comer, beber, trabalhar, estudar, ter saúde, segurança e liberdade de falar e voar se quiser. Não é este o país que queremos?

Cabe ao eleitor escolher o menos pior. Que o eleito seja bem-vindo e nos dê um alento e segurança de futuro para que possamos, ao menos, viver, criar e educar nossos filhos com liberdade e tranquilidade!

RENATO GOMES NERY é advogado em Cuiabá.


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