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/ CASO CPA III

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27.06.2018 | 09h04
Após 16 horas, comerciante é absolvido de assassinato de PM
Carlos Alberto de Oliveira Júnior, de 31 anos foi condenado somente por porte de arma de fogo
Divulgação
O comerciante Carlos Alberto de Oliveira Junior, que foi absolvido da acusação de homicídio
DA REDAÇÃO

Após 16 horas de julgamento, o comerciante Carlos Alberto de Oliveira Júnior, de 31 anos, foi absolvido na madrugada desta quarta-feira (27) da acusação de ter participado da morte do policial militar Élcio Ramos, de 29 anos, no Bairro CPA III, em Cuiabá, em agosto de 2016.

Na ocasião, o irmão de Carlos Alberto, André Luiz Alves de Oliveira, matou a tiros o PM e, em seguida, também foi morto. Apesar de não ter sido o autor dos disparos que mataram o policial, o Ministério Público Estadual (MPE) afirmou, na denúncia feita à Justiça, que o comerciante seria o responsável por imobilizar outro policial, facilitando para que o seu irmão atirasse contra a vítima.

O júri começou às 9h da manhã de terça-feira (26) no Fórum de Capital e terminou à 1h desta quarta-feira.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, apesar de ser absolvido pelo crime de homicídio, o comerciante foi condenado a um ano e seis meses de detenção pelo crime de porte de arma de fogo, em regime aberto.

O júri concedeu o apelo, no entanto, em liberdade. Dessa forma, Carlos, que até então era monitorado por tornozeleira eletrônica, terá o aparelho retirado por determinação da Justiça.

A denúncia 

Na tarde do dia 2 de agosto de 2016, os soldados Élcio e Wanderson José Saraiva foram designados para uma diligência no bairro CPA III, em Cuiabá, a fim de investigar uma suposta comercialização ilegal de armas de fogo.

Reprodução

Elcio Ramos

O soldado da Polícia Militar, Élcio Ramos (no detalhe), assassinado por André Luiz no CPA III

Os militares - que eram lotados no Setor de Inteligência do 24ª Batalhão - marcaram um encontro no Terminal do CPA com os suspeitos do crime, os irmãos André Luiz Alves de Oliveira e Carlos Alberto de Oliveira Júnior, fingindo serem pessoas interessadas em comprar a arma.

No local, teriam sido orientados pelos irmãos a acompanhá-los até o local onde a arma estaria guardada.

A denúncia aponta que, ao chegar na casa, o PM Saraiva teria notado uma arma na cintura de André, se recusando a entrar na residência, sendo bruscamente puxado pelo comerciante.

 

Conforme o MPE, nesse momento, ambos os policiais se identificaram e exigiram que Carlos Alberto se rendesse, no entanto, ele teria começado a lutar com o PM Saraiva, tentando, ao mesmo tempo, sacar a arma que portava.

O irmão do comerciante, André Luiz, teria se aproximado e sacado um revólver, apontando a arma para o policial Élcio e proferindo um disparo na cabeça dele. A arma usada por ele no crime, segundo a denúncia, seria a mesma supostamente anunciada pelos irmãos na rede social.

Consta na denúncia que o parceiro do PM morto apenas conseguiu escapar da imobilização e do tiro que seria desferido pelo irmão do denunciado porque os policiais que davam apoio à operação entraram na casa.

O irmão do comerciante, André Luiz, foi morto momentos após o crime. Ele fugiu da casa após atirar contra o policial, sendo encontrado e preso pela PM na residência de um vizinho, no mesmo dia. Porém, minutos depois da prisão, ele apareceu morto.

Segundo os policiais que participaram da prisão, o jovem estaria armado e teria reagido à prisão. O corpo dele, porém, apresentava marcas de espancamento.


Em fevereiro de 2017, a juíza Maria Aparecida Ferreira Fago acatou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o major da Polícia Militar, Waldir Félix de Oliveira Paixão Júnior pela morte de André Luiz. 

O major foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.


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