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14.06.2018 | 17h02
"Maníaco da Lanterna" é condenado a mais 62 anos de prisão
A pena corresponde a dois dos nove crimes cometidos por ele em Alta Floresta
SóNotícias
Somadas, penas de "Serial Killers" somam mais de 200 anos de reclusão
DA REDAÇÃO

O “serial killer” Cláudio de Souza, conhecido como “Maníaco da lanterna” ou “Peninha”, foi condenado a 62 anos de prisão, em dois julgamentos populares, pelos assassinatos de Geyle Cristina da Silva Vieira, ocorrido no dia 19 de dezembro de 2004, e Maria Célia da Silva Santos, em 08 de fevereiro de 2005, na cidade de Alta Floresta (a 800km de Cuiabá).

Para a promotora de Justiça que atuou no caso, Carina Sfredo Dalmolin, “trata-se de um criminoso em série (serial killer), que não costuma parar até que seja capturado ou morto, que aprende com a experiência e costuma se tornar cada vez melhor no que faz, aperfeiçoando constantemente o seu cenário a cada crime cometido”.

Na sentença o juiz ressalta que “Peninha” é "um criminoso contumaz desta cidade que disseminou o terror, o medo, o ódio, o pavor em seus habitantes até que fosse preso, e, após fuga continuou a cometar tantos outros delitos. Aliás, em crimes desta natureza há que se deixar a hipocrisia de lado e olhar para o psicopata que está sob julgamento que jamais terá condições de conviver em sociedade, deve ficar isolado, pois sua mente não funciona como as demais, é completamente torta, o arrependimento não existe em seu vocabulário, sendo completamente desprovido de sentimento moral e consciência comum, não nutre amor por quem quer que seja, funciona como uma máquina de matar na forma humana, verdadeiro predador social”.

Reprodução

Maniaco da lanterna

Em 2007, um dos crimes do Serial Killer foi noticiado no programa “Linha Direta” da TV Globo

Ainda conforme a sentença, o réu registra péssimos, pérfidos e abomináveis antecedentes criminais.

“Quanto a personalidade, é bom que se diga que o réu não virou psicopata da noite para o dia, já nasceu assim e permanecerá por toda sua existência. Portanto, cuida-se de pessoa agressiva e hostil, que age de forma ardil e cruel”.

Conforme o juiz, no que diz respeito a conduta social do réu, a “mesma revelou-se desequilibrada, voltada para a prática criminosa e violenta com crime de sangue, pois praticou nove crimes de homicídio com condenação e há mais tantos outros que serão julgados em breve. Os motivos do crime são vis, pois o delito deu-se de forma pérfida e calculista, pois, após obrigar a vítima a acompanhá-lo até o local do crime, executou a vítima, irado e imbuído do sentimento de vingança ceifou a vida de uma jovem com 15 anos à época dos fatos”, destacou o magistrado referindo-se ao assassinato de Geyle Cristina.

Histórico

Após a prática de uma série de crimes, o “serial killer” Cláudio de Souza foi preso pela primeira vez em abril de 2002 e, ao ser interrogado perante a autoridade policial, ele confessou a prática de nove mortes e duas tentativas de homicídio, cujos feitos já foram julgados e totalizam mais de 120 anos de reclusão. 

Cerca de oito meses após ser preso, o réu fugiu da Cadeia Pública de Alta Floresta, junto com mais nove detentos, ocasião em que continuou pela cidade de Alta Floresta e voltou a fazer novas vítimas, entre elas Geyle Cristina da Silva (19 de dezembro de 2004) e Maria Célia da Silva Santos (9 de fevereiro de 2005). 

Em 2007, o caso foi noticiado no programa “Linha Direta” da TV Globo e o réu veio a ser recapturado em 02 abril de 2008, encontrando-se preso desde então, no Presídio Ferrugem, em Sinop. 

No dia 25 de maio 2018, “Peninha” foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri em relação ao processo tendo como vítima Geyle Cristina da Silva, oportunidade em que foi condenado à pena de 32 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, pela prática do delito de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

No dia 12 de junho deste ano, “Peninha” foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri em relação ao processo tendo como vítima Maria Célia da Silva Santos, oportunidade em que foi condenado à pena de 30 anos de reclusão, em regime fechado, pela prática do delito de homicídio duplamente qualificado.


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