Artigos
  • VICTOR MAIZMAN
    Juridicamente é irrelevante o nome que se dá ao tributo, devendo ser definido o tributo através de seu fato gerador
  • RENATO GOMES NERY
    Não pode a Justiça afirmar que tal cor um dia é preta e no outro dia é branca; isto leva ao descrédito
  • VALBER MELO E FILIPE MAIA BROETO
    Ao implementar-se o método do discovery, eliminar-se-ão os "blefes", os "trunfos", as "jogadas desleais", bem como os eventuais "jogadores espertos"
J. Estadual / SEQUESTRO E ASSASSINATO

Tamanho do texto A- A+
12.06.2018 | 17h31
TJ mantém condenação de empresário acusado de matar ex-sócio
Nilton César da Silva foi condenado pelo assassinato de Douglas Wilson Ramos, ocorrido em 2015
TJ MT
O desembargador Alberto Ferreira de Souza, relator do processo
JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a condenação aplicada ao empresário Nilton César da Silva, acusado de assassinar o concunhado e ex-sócio, Douglas Wilson Ramos, de 28 anos, em setembro de 2015, na Capital.

A decisão, unânime, foi dada na última quarta-feira (6) e negou o recurso da defesa, que pedia por um novo julgamento.

A defesa argumentou que decisão dada pelo Tribunal de Júri foi avessa à prova dos autos, alegando a insuficiência de elementos que provassem o envolvimento no crime.

Com a negativa, Nilton continua com a pena de oito anos e seis meses de prisão, em regime inicial semiaberto.

Ele e mais três pessoas foram presas na época do homicídio. 

Diante de todo o exposto, dúvidas não restam sobre a autoria do delito, que recai insofismavelmente sobre o apelante, não restando dúvidas acerca de sua incursão na prática delitiva

Decisão

Segundo o desembargador Alberto Ferreira de Souza, relator do processo, as incontáveis provas (fotos, boletim de ocorrência,  certidão de óbito e exame de necropsia) provam a participação de Nilton no homicídio.

“Diante de todo o exposto, dúvidas não restam sobre a autoria do delito, que recai insofismavelmente sobre o apelante, não restando dúvidas acerca de sua incursão na prática delitiva,”, diz trecho da decisão.

Ferreira ainda ressaltou as provas orais e periciais elaboradas durante a investigação que, segundo ele,  são consistentes e fortalecem a tese da acusação.

“De ver-se, portanto, que o veredito advindo do eg. Tribunal do Júri encontra suficiente arrimo em uma das vertentes dos elementos coligidos ao longo do feito, o que lhe confere viabilidade jurídica”, afirmou, sendo acompanhado pelos desembargadores Pedro Sakamoto e Rondon Bassil. 

O assassinato

Divulgação

Empresário Douglas

O empresário Douglas Wilson Ramos, que foi sequestrado e assassinado em Cuiabá

Douglas Ramos foi sequestrado no dia 24 de setembro de 2015, dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), na Capital.

Na ocasião, três homens invadiram o estabelecimento comercial, renderam funcionários e obrigaram o empresário a entrar, com as mãos amarradas, no porta-malas do próprio carro, uma BMW.

O corpo da vítima foi encontrado após 13 dias, na noite de 5 de outubro, na região da Estrada da Guia (MT-010).

Devido ao estado de decomposição, a identidade só foi confirmada no dia 10 de outubro, pelo Instituto Médico Legal (IML). No dia seguinte, o corpo foi sepultado.

Antes mesmo da confirmação da identidade, a polícia já havia apontado Nilton como o principal suspeito do crime.

Na época do caso, o delegado responsável pela investigação, Flavio Stringueta, disse que o suspeito desconfiava que Douglas, seu sócio, tivesse desviado dinheiro dos negócios da sociedade, que havia sido rompida cerca de um mês antes do crime.

A Justiça ainda tentou intimar o suspeito duas vezes para depor sobre o caso, mas ele não foi encontrado.

Depois, ele chegou a ser abordado por policiais, mas conseguiu fugir.

De acordo com a polícia, novos elementos surgiram nas investigações, apontando que o ex-sócio esteve no local onde, dias depois, o corpo da vítima seria encontrado.

Além disso, os indícios são de que ele pessoalmente desferiu os tiros que tiraram a vida de Douglas, segundo o delegado, não tendo designado qualquer terceira pessoa para fazê-lo.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Desembargador mantém prisão de acusado de matar ex-sócio


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Outubro de 2018
18.10.18 15h45 » Juiz manda desocupar área que será revitalizada em Cuiabá
17.10.18 17h21 » Juiz condena dentista por morte de gerente após extração do siso
17.10.18 17h10 » Réu por desvio na Assembleia, ex-secretário perde aposentadoria
17.10.18 09h45 » Cabo da PM confessa que foi a boate e pede para não ser preso
16.10.18 15h01 » Consórcio pede que Justiça proíba eventos na Arena Pantanal
16.10.18 14h33 » Juiz proíbe Arcanjo de dormir nos finais de semana em fazenda
16.10.18 14h05 » Juiz quer saber se Chico Lima viajou para o Rio de Janeiro
16.10.18 11h31 » TJ vai implantar câmeras e detectores de metal em fóruns de MT
16.10.18 08h25 » Assassino de mulher e enteada é condenado a 40 anos de prisão
15.10.18 17h46 » Justiça determina que tarifa volte a custar R$ 4; Governo recorre



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet