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10.05.2018 | 17h46
Defesa de Savi diz que prisão é “extremamente desnecessária”
"Requisitos de prisão preventiva não foram preenchidos", disse o advogado Paulo Fabrinny
Alair Ribeiro/MidiaNews
O advogado Paulo Fabrinny, responsável pela defesa de Mauro Savi
CAMILA RIBEIRO E CINTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O advogado Paulo Fabrinny classificou como “extremamente desnecessária” a prisão de seu cliente, o deputado estadual Mauro Savi (DEM), alvo da segunda fase da Operação Bereré, deflagrada na quarta-feira (9) para apurar um esquema de propina no Detran.

“Na decisão que decretou a prisão, não há nenhuma informação de que ele tenha tentado de alguma forma atrapalhar as investigações, procurado outros corréus ou testemunhas”, afirmou o advogado.

“Diria que a prisão é extremamente desnecessária. O deputado é uma pessoa pública, podendo ser encontrada a qualquer momento. A prisão preventiva prevê alguns requisitos e a gente entende que, nesse caso, eles não foram preenchidos”, justificou.

Diria que a prisão é extremamente desnecessária. A prisão preventiva prevê alguns requisitos e a gente entende que, nesse caso, eles não foram preenchido

Fabrinny assumiu a defesa de Savi na manhã desta quinta (10), após o escritório Zamar Taques Advogados Associados renunciar ao caso.

Isto porque o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que é um dos sócios do escritório, também foi preso na operação.

Fabrinny afirmou que teve acesso aos autos nesta manhã e que, em breve, tentará um pedido de liberdade para o deputado.

O advogado disse também que, por sua orientação, Savi permaneceu em silêncio durante interrogatório realizado na tarde desta quinta no Gaeco.

“Fui constituído hoje pela manhã e estou tendo acesso aos autos agora. Então, sob minha orientação, ele permaneceu em silêncio. Vamos entrar com recurso [pela liberdade] assim que tiver conhecimento de todos os atos”, disse Fabrinny.

“Tranquilidade”

Ainda conforme a defesa, o deputado Mauro Savi – que está preso no Centro de Custódia da Capital – está muito tranquilo em relação aos fatos imputados a ele.

“Ele está tranquilo, confiante que a Justiça vai ser feita. Ele se diz inocente dessas acusações, a gente não tem porque duvidar. Está consciente que, mais cedo ou mais tarde, a verdade vem à tona e ele será inocentado dessa acusação”, concluiu o advogado.

Operação

A segunda fase da Operação Bereré, batizada de Bônus, é coordenada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco/Criminal) e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

A ação foi deflagrada na quarta-feira (9) para prender pessoas acusadas de envolvimento em um esquema que pode ter desviado R$ 27 milhões por meio de um contrato do Detran com a empresa EIG Mercados.

Foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília.

Foram presos: o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos (proprietários da Santos Treinamento, empresa que, segundo as investigações, era usada para lavagem do dinheiro desviado do órgão), o empresário José Kobori (ex-diretor-presidente da EIG Mercados, apontada pelo Gaeco como pivô do suposto esquema) e o advogado Pedro Jorge Zamar Taques.

A operação é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

Leia mais sobre o assunto:

Paulo: “Tem muita gente falando coisas que não são verdade”


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