Artigos
  • JUNIOR MACAGNAM
    Em mais de 30 anos de democracia, de que valeu o foro especial? Apenas para a corrupção
  • VICTOR MAIZMAN
    Pela iniciativa popular, podem ser criadas não somente leis, como também, revogá-las
  • CARLOS RAFAEL DE CARVALHO
    Medida deve ser avaliada com ressalvas porque pode beneficiar mais aos bancos do que aos consumidores
/ "NÓS APRENDEMOS A LIÇÃO"

Tamanho do texto A- A+
16.04.2018 | 16h14
Barroso afirma não ver risco de novo golpe militar no Brasil
Durante palestra nos Estados Unidos, ministro do STF também falou sobre corrupção
Reprodução/STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal
DO G1

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (16) não ver risco de um novo golpe militar no Brasil. Em evento, na Escola de Direito de Harvard, nos Estados Unidos, ele disse que não existe alternativa melhor do que a democracia.

"Eu fui um militante contra o governo dos militares. Não tem razão para termos isso novamente. Eles pagaram um preço muito alto por terem ficar no poder por tanto tempo e eu tenho dúvidas se eles gostariam de ter isso novamente. Nós aprendemos a lição", disse o ministro, respondendo a uma pergunta da plateia.

"O que podemos sentir é que os militares no Brasil querem mudança, querem um país melhor, mas acredito que não há risco de um golpe militar no Brasil. Nós aprendemos a lição, eles aprenderam a lição. O mundo e o Brasil tentaram outras formas de governo e não existe alternativa melhor do que a democracia", completou Barroso.

O ministro falou durante um congresso anual organizado por estudantes brasileiros que conta também com a participação da procuradora-geral da República Raquel Dodge e dos juízes Sérgio Moro e Marcelo Bretas, responsáveis pela Operação Lava Jato na primeira instância no Paraná e no Rio de Janeiro.

Combate à corrupção

Na palestra, Barroso reconheceu o "momento dramático" pelo qual passa o país, em referência aos escândalos de corrupção, mas ressalvou que "o movimento da democracia é bom", relembrando a conquista da estabilidade financeira na década de 90 e do fortalecimento das instituições a partir da Constituição de 1988.

Em relação à corrupção, disse que no Brasil ela se tornou "sistêmica", por envolver "ações profissionais em coletar e dividir o dinheiro". Mas celebrou o fato de estar sendo exposta e combatida. "Nenhum outro país no mundo teve coragem de expor um problema como esse e lutar para acabar com ele", disse. "O que mudou é que a população não tolera mais a corrupção", afirmou em seguida.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet