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15.04.2018 | 17h02
Juíza nega fiança e liberdade a médica que atropelou e matou homem
Decisão foi proferida pela juíza Renata Parreira, durante audiência de custódia

Reprodução
A médica Leticia Bortolini (detalhe), que teve pedido de liberdade negado
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal, determinou a prisão preventiva da médica Letícia Bortolini, 37 anos. Ela foi presa em flagrante sob suspeita de atropelar e matar o vendedor Francisco Lucio Maia, em um acidente ocorrido na avenida Miguel Sutil, na madrugada deste domingo (13).

A decisão foi proferida na tarde de hoje, após audiência de custódia realizada no Fórum de Cuiabá.

"Converto a prisão em flagrante de Letícia Bortolini, com qualificação nos autos, em prisão preventiva, já que presentes os requisitos constantes do art. 312, do Código de Processo Penal, e se revelam inadequadas e insuficientes às medidas diversas da prisão. Expeça-se mandado de prisão", diz trecho do termo de audiência, ao qual o MidiaNews teve acesso.

Converto a prisão em flagrante de Letícia Bortolini, com qualificação nos autos, em prisão preventiva, já que presentes os requisitos constantes do art. 312, do Código de Processo Penal, e se revelam inadequadas e insuficientes às medidas diversas da prisão

Durante a audiência, a defesa da médica chegou a requerer a liberdade provisória da acusada, mediante o pagamento de fiança. O pedido, no entanto, foi negado pela juíza.

A defesa pediu, ainda, a prisão domiciliar da médica, sob a justificativa de que ela é mãe de uma criança de 1 ano. A juíza Renata Parreira entendeu que este pedido deverá ser analisado pelo juízo titular da causa.

Álcool e fuga

No termo de audiência, a juíza citou trechos do auto de prisão em flagrante relativo ao caso. Nele, consta que o acidente foi registrado por volta das 3h deste domingo.

"A autuada Leticia Botolini, ciente da ilicitude e reprovabilidade de sua conduta, teria conduzido o veículo automotor, de placa QCB-4575, com sua capacidade psicomotora alterada em razão da influência do álcool", diz trecho.

O termo narra ainda que, após o acidente, a médica não prestou socorro à vítima e não chamou sequer um atendimento de emergência.

"Ainda, friso que por ser a autuada médica, a mesma tinha o dever e o poder de prestar socorro à vítima, o que não fez", salientou a juíza.

O termo de audiência traz também o depoimento de uma testemunha que presenciou o acidente. Segundo B. D. P. L., a médica conduzia o veículo em alta velocidade e nem chegou a frear no momento do atropelamento.

"Como se não bastasse, verifica-se dos autos que a autuada teria também se afastado do local do acidente, foragindo em direção a sua residência, visando fugir da responsabildiade penal que lhe seria atribuída", afirmou a magistrada.

Também de acordo com a juíza, a prisão preventiva da médica é necessária a fim de assegurar "a ordem pública".

"Desse modo, superada a demonstração da materialidade e presentes os indícios de autoria, chega-se à inferência de que a ordem pública será abalada se a autuada for posta em liberdade, ante o modus operandi empregado na prática delitiva, onde demonstra, per si, a perosnalidade criminosa da ré, tenho que sua prisão preventiva deve ser decretada, com fim de assegurar a ordem pública", concluiu a juíza.

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