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14.03.2018 | 08h58
Promotores: nota de magistrados é "pejorativa e desnecessária"
Associação Mato-grossense do Ministério Público diz que debate é "irrelevante" e "desagregador"
Alair Ribeiro/MidiaNews
O promotor Roberto Turin, que preside a Associação do Ministério Público
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP) se posicionou, nesta quarta-feira (14), sobre o episódio envolvendo o vazamento da conversa de Whatsapp, em que o promotor de Justiça César Danilo Novais afirma que o MPE é superior “moral e intelectualmente” ao Poder Judiciário.

A polêmica veio à tona na última semana e, desde então, uma série de manifestações, por meio de notas, foram proferidas pelas instituições “atingidas” pelo episódio.

A última delas foi emitida na terça (14) pela Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam) que, entre outros pontos, classificou o promotor César Novais como “leviano” e com “ataque de tola vaidade”.

Associação dos Magistrados de Mato Grosso reativa a discussão em texto pejorativo, imoderado, desnecessário e revelador de uma linguagem muito mais excessiva do que aquela almejou refutar

A AMMP, por sua vez, afirmou que, passada uma semana do fato, a Amam reativou a discussão que não tem qualquer interesse público e ainda o fez de “forma desnecessária”.

“No instante em que o desagradável episódio perdia o interesse público, mercê de sua irrelevância no aprimoramento e na harmonia institucional, a Associação dos Magistrados de Mato Grosso reativa a discussão em texto pejorativo, imoderado, desnecessário e revelador de uma linguagem muito mais excessiva do que aquela almejou refutar”, diz trecho da nota da AMMP, que é presidida pelo promotor Roberto Turin.

A entidade que representa os promotores ainda reiterou o que já foi dito pelo promotor César Novais, no sentido de que a conversa foi divulgada fora de seu contexto.

Ainda conforme a AMMP, a declaração do promotor em nada descontrói o histórico de serviços prestados por ele à sociedade.

Por fim, a associação ainda afirma não ter qualquer interesse em dar continuidade ao debate classificado como “irrelevante e desagregador”.

“A AMMP registra que os promotores e procuradores de Justiça de Mato Grosso discordam da generalização desabonadora de qualquer Poder ou instituição e exprimem o absoluto respeito aos integrantes da Magistratura Estadual”, cita a nota.

​“Não nos interessa a continuidade de um debate irrelevante e desagregador, circunstância que urge encerrar definitivamente o episódio com a retomada do caminho de trabalho e de defesa dos reais interesses da sociedade mato-grossense”, concluiu o documento.

Veja nota na íntegra:

​"A ASSOCIAÇÃO MATO-GROSSENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO – AMMP, por sua Diretoria, tendo em vista nota divulgada pela AMAM, esclarece e reafirma o que segue.

​A controvérsia provocada pelo vazamento de um infeliz comentário exposto em ambiente privado foi, a tempo e modo, rebatida com esmero institucional pelo Presidente do Tribunal de Justiça, pelo Procurador-Geral de Justiça e justificada pelo promotor de Justiça, César Danilo Ribeiro de Novais.

​No instante em que o desagradável episódio perdia o interesse público, mercê de sua irrelevância no aprimoramento e na harmonia institucional, a Associação dos Magistrados de Mato Grosso reativa a discussão em texto pejorativo, imoderado, desnecessário e revelador de uma linguagem muito mais excessiva do que aquela almejou refutar.

​Cabe destacar que um comentário inconveniente, feito em ambiente reservado e interpretado fora do seu contexto, não desconstrói o histórico de relevantes serviços prestados ao MP e à sociedade mato-grossense pelo associado, Dr. César Danilo Ribeiro de Novais, por isso mesmo merecedor de toda consideração e estima.

​A AMMP registra que os promotores e procuradores de Justiça de Mato Grosso discordam da generalização desabonadora de qualquer Poder ou instituição e exprimem o absoluto respeito aos integrantes da Magistratura Estadual.

​Não nos interessa a continuidade de um debate irrelevante e desagregador, circunstância que urge encerrar definitivamente o episódio com a retomada do caminho de trabalho e de defesa dos reais interesses da sociedade mato-grossense."

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