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13.03.2018 | 16h39
Foragida, cuiabana tenta reverter prisão no Tribunal de Justiça de SP
Habeas corpus está sob análise da desembargadora Ely Amioka, 8ª Câmara de Direito Criminal
Estadão
A estudante Hívena Queiroz que atropelou e matou um gari em SP
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A defesa da universitária cuiabana Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, de 25 anos, protocolou na segunda-feira (12) um pedido de habeas corpus para tentar reverter sua prisão preventiva no Tribunal de Justiça de São Paulo.

A estudante, que é acusada de atropelar e matar o gari Alceu Ferraz, de 61 anos, no Centro da Capital paulista, é considerada foragida da Justiça. Conforme consta no processo, o mandado de prisão da jovem foi encaminhado para o Plantão da Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto de Guarulhos (SP).

A prisão foi decretada pela juíza da 24ª Vara Criminal de São Paulo, Sonia Nazaré Fernandes Fraga, após Hívena faltar a uma audiência sobre o caso na última terça-feira (6).

O pedido de habeas corpus está sob análise da desembargadora Ely Amioka, 8ª Câmara de Direito Criminal. A reportagem tentou contato com os advogados da estudante, mas até a conclusão deste texto, não houve resposta.

A prisão 

Na decisão que determinou a prisão, a magistrada afirmou que a acusada tinha "plena ciência" da investigação em andamento, estava representada por advogados que também acompanharam toda a investigação e que, mesmo assim, não encaminhou informação atualizada sobre seu endereço.

“Além disso, seus advogados foram intimados e nada informaram sobre o seu paradeiro; os fatos praticados são graves, tiraram a vida de um trabalhador e causaram comoção nacional, de forma que nada justifica a postura omissa da acusada e que está a impedir a aplicação da lei penal; desta forma, presentes os requisitos legais, requer-se desde logo a decretação da sua prisão preventiva, em especial para garantir a aplicação da lei penal”, completa a decisão.

A decisão da magistrada atendeu um pedido do Ministério Público de São Paulo. Segundo a promotora Denise Elizabeth Herrera,  a cuiabana procura "a qualquer custo se desvencilhar da aplicação à lei penal".

O caso

O atropelamento aconteceu no início da madrugada do dia 16 de junho de 2015. Dois garis trabalhavam no centro da cidade quando foram atingidos por um carro desgovernado.

Alceu Ferraz morreu na hora e José João da Silva teve ferimentos leves. A jovem se apresentou à Polícia uma semana após o crime, prestou depoimento e foi liberada em seguida.

Ela afirmou que, na noite do acidente, tinha saído de uma festa na casa de uma amiga de faculdade no Bairro de Higienópolis. No caminho até sua casa, disse ter sido surpreendida por três indivíduos e que, na tentativa de fugir, acelerou o veículo e atingiu "algo ou alguém".

Hívena disse que ligou para a polícia logo após o acidente e ainda registrou um boletim de ocorrência na 8ª Delegacia de Polícia do Brás, relatando que sofreu uma tentativa de assalto.

A Polícia chegou até Hívena por meio de uma denúncia anônima. O carro dela, que estava com o para-brisas danificado, foi apreendido na garagem do prédio onde reside, no bairro Moema, Zona Sul de São Paulo.

O veículo foi localizado por meio da análise de imagens de câmeras de segurança instaladas na região.

Leia mais: 

Advogado: prisão é “absurda” e “ilegal” e estudante vai recorrer


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