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07.03.2018 | 14h52
Estudante cuiabana falta a audiência e juíza decreta sua prisão
Hívena Queiroz é acusada de atropelar e matar um gari, em junho de 2016 no Centro de São Paulo
Marcelo Goncalves
A cuiabana Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, acusada de atropelar e matar gari
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Justiça de São Paulo decretou, nesta quarta-feira (7), a prisão preventiva da universitária cuiabana Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, de 25 anos.

Ele é acusada de atropelar e matar o gari Alceu Ferraz, de 61 anos no centro de São Paulo, no dia 16 de junho de 2016.

A prisão da estudante de Arquitetura foi decretada pela juíza da  24ª Vara Criminal de São Paulo, Sonia Nazaré Fernandes Fraga, após ela faltar a uma audiência sobre o caso na terça-feira (6).

A juíza ainda afirmou que Hívena não manteve qualquer informação atualizada sobre o seu atual endereço.

“A acusada tinha plena ciência da investigação em andamento, estava representada por advogados que também acompanharam toda a investigação e não manteve qualquer informação atualizada sobre seu endereço no presente feito, o que inviabiliza a sua citação pessoal até o momento”, diz trecho da decisão.

Além disso, seus advogados foram intimados e nada informaram sobre o seu paradeiro; os fatos praticados são graves, tiraram a vida de um trabalhador e causaram comoção nacional, de forma que nada justifica a postura omissa da acusada e que está a impedir a aplicação da lei penal

“Além disso, seus advogados foram intimados e nada informaram sobre o seu paradeiro; os fatos praticados são graves, tiraram a vida de um trabalhador e causaram comoção nacional, de forma que nada justifica a postura omissa da acusada e que está a impedir a aplicação da lei penal; desta forma, presentes os requisitos legais, requer-se desde logo a decretação da sua prisão preventiva, em especial para garantir a aplicação da lei penal”, completa a decisão.

A magistrada ainda citou que a cuiabana procura a qualquer custo se desvencilhar da aplicação à lei penal.

“Segundo consta dos autos, longo tempo se percorreu até se chegasse à identificação de pessoa suspeita, ora ré. Segundo verifico, em tese, teria ela acionado a rede policial (190), fornecendo falsas informações acerca de acidente que envolvesse seu veículo. Teria assim agido para eventual justificativa futura sobre os danos em seu veiculo. Esse possível perfil de quem procura a qualquer custo se desvencilhar da aplicação à lei penal persiste diante de inequívoco comportamento uma vez que a ré foi qualificada nos autos de investigação policial e no qual constituiu defensores para acompanhamento da fase investigatória”, disse.

“Portanto, quebrou com o dever de comunicar nos autos qualquer alteração de seu endereço. Não há em sede judicial defesa constituída e com isso, a apuração dos fatos ficará a tempo alhures, por conveniência da acusada, até que resolva comparecer em juízo. Com isso, inequívoco comprometimento à instrução criminal cuja colheita se afastará da data do fato prejudicando a busca da verdade real. São fundamentos pelos quais decreto a prisão preventiva de Hívena Queiroz Del Pintor Vieira”, pontuou.

O caso

O atropelamento aconteceu no início da madrugada do dia 16 de junho de 2016.

Dois garis trabalhavam no centro da cidade quando foram atingidos por um carro desgovernado. 

Alceu Ferraz morreu na hora e José João da Silva teve ferimentos leves. 

A jovem se apresentou à Polícia uma semana após o crime, prestou depoimento e foi liberada em seguida. 

Ela afirmou que, na noite do acidente, tinha saído de uma festa na casa de uma amiga de faculdade, no Bairro de Higienópolis. 

No caminho até sua casa, ela contou que foi surpreendida por três indivíduos e disparou com o veículo, atingindo "algo ou alguém".

Ainda segundo Hívena, logo após a colisão ela ligou para o prefixo 190 e registrou um boletim de ocorrência na 8ª Delegacia de Polícia do Brás, relatando que sofreu uma tentativa de assalto.


A Polícia chegou até Hívena através de uma denúncia anônima.

O carro dela, que estava com o para-brisas danificado, foi apreendido na garagem do prédio onde reside, no bairro Moema, Zona Sul de São Paulo.

 

 

 

A localização do veículo foi realizada por meio da análise de imagens de câmeras de segurança instaladas na região.

Outro lado

A reportagem tentou mas não conseguiu contato com o escritório de advocacia Silva Freire e Vargas, que faz a defesa de Hívena.

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