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/ APÓS VAZAMENTO

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07.03.2018 | 14h36
"As palavras perderam o sentido no Brasil", diz Luís Barroso
Defesa do presidente Michel Temer diz que acessou dados disponíveis no STF
Reprodução/STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF
RENAN RAMALHO
DO G1

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou nesta quarta-feira (7) que era sigilosa a ordem que emitiu em fevereiro para quebrar o sigilo bancário do presidente Michel Temer.

Em rápida manifestação à imprensa na entrada da Corte, antes da sessão, o ministro disse: "[A quebra do sigilo bancário de Temer] É um procedimento sigiloso. As palavras perderam o sentido no Brasil".

Nesta terça, Barroso mandou investigar o vazamento da decisão que proferiu para acessar as transações financeiras de Temer, dentro de inquérito que apura suposta prática de corrupção na edição de um decreto no setor portuário no ano passado.

Relator do caso no STF, o ministro observou que, ao pedir acesso à decisão, a defesa de Temer utilizou números do processo que registram procedimentos “absolutamente sigilosos”.

Por isso, Barroso determinou à Polícia Federal a investigação do “novo vazamento” dentro do mesmo inquérito.

A defesa de Michel Temer negou o vazamento e explicou que os números citados nas petições, pedindo acesso ao procedimento de quebra de sigilo bancário do presidente, foram obtidos no "Diário de Justiça Eletrônico", que está disponível no site Supremo Tribunal Federal.


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