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02.03.2018 | 11h54
Ex-comandante: “Se havia núcleo de inteligência, era clandestino”
Nerci Dernardi prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (2) na 11ª Vara Militar de Cuiabá
Alair Ribeiro/MidiaNews
O ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Nerci Denardi
THAIZA ASSUNÇÃO E LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O coronel Nerci Denardi, que comandou a Polícia Militar de Mato Grosso entre os anos de 2013 e 2015,  afirmou que se houve mesmo um Núcleo de Inteligência na corporação, tratava-se uma estrutura clandestina.

Ele prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (2) na ação penal que apura os crimes cometidos por militares no caso dos grampos. A oitiva ocorreu na 11ª Vara Militar de Cuiabá e foi conduzida pelo juiz Murilo Mesquita. 

O núcleo teria sido criado pelo coronel Zaqueu Barbosa, na época coordenador de Inteligência da PM. Foi por meio do núcleo que teriam ocorrido as escutas clandestinas no Estado.

Havia um termo de cooperação técnica firmado pelo Estado e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) para que a Inteligência da PM utilizasse um dos canais de interceptação do sistema Guardião. O convênio foi suspenso após o escâdalo vir à tona. 

“Não tinha conhecimento desse grupo de inteligência. Se o núcleo foi criado, foi de forma clandestina, porque o comando geral da PM não tinha conhecimento”, disse Denardi, para quem havia apenas um serviço de inteligência e não um núcleo estruturado.

O esquema dos grampos funcionou por meio da “barriga de aluguel”, quando números de pessoas não investigadas – boa parte adversários políticos do Governo - foram inseridos indevidamente em pedidos de quebra de sigilo telefônico, simulando que seriam contatos de criminosos. 

Questionado se haveria interesse pessoal de Zaqueu em relação às pessoas interceptadas, o coronel respondeu não ver "motivo nenhum da Polícia Militar em grampear essas pessoas”, disse.

Durante o depoimento, Dernadi afirmou que conheceu Zaqueu em 1993, na Academia de Polícia. “Ele sempre foi muito reconhecido por todos”.

“Sou da área operacional e não entendo muito de inteligência. Como o Zaqueu assumiu a inteligência e como ele era meu homem de confiança, ele que cuidava dessa área. Tudo o que recebia passava para o Zaqueu”, afirmou.

Denardi comentou que compartilhamento do Guardião com a PM era para apurar possíveis condutas ilegais de militares. 


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