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02.03.2018 | 10h59
Dóia recebeu 400 cabeças de gado de Savi e R$ 159 mil da EIG
Informações constam em anexo de investigação da Delegacia Fazendária sobre esquema de propina
Reprodução
O ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o Dóia
DIEGO FREDERICI
DO FOLHAMAX

O delator e ex-presidente do Detran de Mato Grosso, Teodoro Moreira Lopes, o “Doia”, revelou que recebeu 400 cabeças de gado do deputado estadual Mauro Savi (PSB).

O acerto foi para que ele não prejudicasse o andamento do contrato entre a FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda (hoje EIG Mercados).

O ex-presidente do Detran-MT também recebeu R$ 159 mil de propina da EIG, em outubro de 2010.

“O depoente recebeu do deputado Mauro Savi 400 cabeças de gado que estavam em uma fazenda em Itaúba, valor que em dinheiro corresponde à R$ 400 mil

“O depoente recebeu da empresa FDL (EIG), por intermédio de Marcelo Da Costa Marques, o valor de R$ 159.057,48, na data de 30 de outubro de 2010, valor este repassado à empresa imobiliária e construtora São José como parte de pagamento de imóvel que estava sendo adquirido pelo depoente junto à referida imobiliária”, diz a investigação da Defaz.

A EIG Mercados é suspeita de ter sido utilizada num esquema de desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro investigado na operação “Bereré”, do Ministério Público Estadual (MPE) e da Delegacia Fazendária (Defaz-MT), na ordem de R$ 27 milhões entre 2009 e 2014.

As informações foram repassadas pelo próprio Doia e constam num dos anexos da investigação conduzida pela Defaz sob presidência da delegada Liliane de Souza Santos Murata Costa. O documento é de outubro de 2015.

Em dinheiro, as cabeças de gado equivalem a R$ 400 mil. “O depoente recebeu do deputado Mauro Savi 400 cabeças de gado que estavam em uma fazenda no município de Itaúba-MT, valor que em dinheiro corresponde à aproximadamente R$ 400 mil; este valor foi repassado por Mauro Savi para que o declarante não prejudicasse o regular andamento do contrato entre a FDL e o Detran/MT; que este pagamento seria uma espécie de comissão de recursos oriundos do contrato firmado entre a FDL e o Detran/MT”, diz trecho do depoimento.

De acordo com depoimento de Doia, políticos e empresários influentes de Mato Grosso formaram uma “rede de proteção” em torno do contrato de prestação de serviços firmado entre a FDL, que registra junto ao Detran-MT o financiamento de veículos em alienação fiduciária, e o departamento. 

“Após o início de execução do contrato entre a FDL e o Detran a referida empresa criou uma rede de proteção política para a manutenção do referido contrato; esta rede de proteção política foi formada por Mauro Savi, José Eduardo Botelho, Silvio Cesar Correa Araújo (Chefe de Gabinete do Governador Silvai Barbosa), Marcelo Costa Marques, seu irmão Eduardo Da Costa Marques, Vanderlei Fachetti Torres, conhecido como Vanderlei da Trimec e seu filho, e também a pessoa de Claudemir Pereira Dos Santos, conhecido como Grilo, além do próprio depoente”, segundo outro trecho do depoimento.


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