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/ DECLARAÇÕES NA CÂMARA

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20.02.2018 | 14h28
Vereador pede que depoimento de delator seja repassado ao MPF
Diego Guimarães quer que órgão faça comparação entre delação e depoimento na Câmara
Alair Ribeiro/MidiaNews
O vereador Diego Guimarães: pedido em CPI
DA REDAÇÃO

O vereador Diego Guimarães (PP) encaminhou um requerimento ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, Marcelo Bussiki (PSB), no qual pede que a investigação instalada na Câmara compartilhe o depoimento do ex-chefe de gabinete Silvio César Côrrea com o Ministério Público Federal (MPF).

O parlamentar explica no pedido que é necessário o compartilhamento da ata da sessão, realizada no último dia 16, bem como o envio de uma cópia integral em meio digital do arquivo de áudio e vídeo do depoimento.

Guimarães explica que deve fazer isso em todos os depoimentos se for necessário, para que o MPF possa acompanhar a veracidade e também acrescentar os novos fatos que são trazidos pelos depoentes.

“Esse compartilhamento tem uma finalidade técnica. O Ministério Público vai poder fazer uma comparação se o depoimento que o Silvio prestou na Polícia Federal e na delação condiz com aquilo que falou na CPI. Se ele está realmente colaborando com os órgãos de investigação”, disse.

MPE vai poder fazer comparação se o depoimento que o Silvio prestou na PF e na delação condiz com aquilo que falou na CPI

Em seu depoimento à Comissão, Corrêa reafirmou que o dinheiro repassado ao então deputado na época e agora prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) era referente a uma propina paga aos parlamentares para não fiscalizarem a execução de obras de pavimentação de rodovias estaduais por meio do programa Mato Grosso Integrado.

Além disso, o depoente afirmou que Pinheiro retornou outras vezes para receber o restante do dinheiro que colocou no paletó quando foi gravado.

Outro ponto questionado na oitiva e que é objeto da investigação no parlamento, é o possível ato de obstrução da Justiça por parte do prefeito.

Isso porque a Polícia Federal encontrou um áudio na Casa do gestor que foi gravado pelo ex-secretário estadual Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) Alan Zanatta, e que seria para tentar obter declarações de Silvio que pudessem inocentar o prefeito. 

“Silvio reforça a tese que houve obstrução da Justiça quando ele diz que o áudio causou um transtorno no processo. Ele teve que voltar a depor depois de tudo e até o momento a origem e finalidade desse áudio não foi explicado”, completou.


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