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07.12.2017 | 11h46
Juiz decreta prisão preventiva de suspeita de matar marido PM
Deise Ribeiro de Oliveira, de 23 anos, contou duas versões para o crime, ocorrido na segunda-feira
Divulgação
O policial Moshe Dayan Simão Kaveski e Deise Ribeiro de Oliveira
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O juiz Evandro Juarez Rodrigues, da 2ª Vara Criminal e Cível de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá), converteu a prisão em flagrante de Deise Ribeiro de Oliveira, de 23 anos, em preventiva.

Ela é acusada de assassinar a tiros o marido, o policial militar Moshe Dayan Simão Kaveski, de 28 anos.

O crime ocorreu na noite de segunda-feira (4) na frente da casa do casal, no distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo. Momentos antes, os dois estavam ajudando na construção de um bar. 

Na decisão, desta quarta-feira (6), o magistrado citou a investigação da Polícia Civil que apontou divergências no depoimento da acusada.

No primeiro momento, ela relatou à Polícia que um suspeito de estatura baixa, gordo e com trajes escuros foi o responsável pelo crime.

Infere-se do Despacho da Autoridade Policial de fls. 5-6 que os elementos constantes no Boletim de Ocorrência indicaram o possível envolvimento de Deise Ribeiro de Oliveira, em razão de suposta discussão e vias de fato com a vítima, seu esposo, no dia do crime, bem como a informação de que Deise costumava a guardar a arma de fogo da vítima

Na ocasião, um homem com essas características chegou a ser preso, mas foi liberado logo depois, por não haver elementos para presumir eventual participação dele na morte do policial.

Após a soltura do homem, Deise mudou a versão e afirmou que o crime teria sido praticado por dois indivíduos, que ainda haviam roubado o seu celular e o da vítima.

Em diligências, porém, o celular foi localizado próximo ao muro da residência.

“Infere-se do Despacho da Autoridade Policial de fls. 5-6 que os elementos constantes no Boletim de Ocorrência indicaram o possível envolvimento de Deise Ribeiro de Oliveira, em razão de suposta discussão e vias de fato com a vítima, seu esposo, no dia do crime, bem como a informação de que Deise costumava a guardar a arma de fogo da vítima e quando esta foi alvejada estava vestindo bermuda de “tactel”, os cachorros não latiram e ausência de sinais de luta corporal”, diz trecho da decisão. 

Interrogada pela terceira vez, Deise confessou ter discutido com o marido, mas negou o crime. Disse que costumava guardar a arma do esposo na bolsa, mas que naquele dia tinha entregue o revólver para ele. 

“Que no período da noite saíram do “bar” em construção e a interrogada foi pilotando a motocicleta e Moshe de carona, porque este estava embriagado. Seguiram em direção para a residência do casal, sendo que ao chegar desceu da moto para abrir o portão, mas Moshe disse que abriria motivo pelo qual subiu novamente na motocicleta e seu esposo abriu o portão. Que ao chegarem o cachorro latia e em seguida Moshe se abaixou para desenroscar o cachorro da corrente, momento em que sentiu um empurrão e caiu e a motocicleta caiu em cima de sua perna esquerda. Que um indivíduo encapuzado puxou sua corrente de ouro do pescoço. Enquanto tentava retirar a moto, viu que Moshe levantou o braço e em seguida ouviu três disparos de arma de fogo e ouviu o som de alguém correndo”, alegou ela.

No entanto, conforme a investigação, não há testemunhas de que houve movimentação de motos no local ou latidos de cachorros.

“Diante dos elementos mencionados e demais informações contidas no Auto de Prisão e Flagrante Delito, concluo que a decretação da prisão da indiciada é medida impositiva, diante da existência de indícios suficientes da autoria quanto ao crime de homicídio qualificado e provas de sua materialidade”, decretou o magistrado. 

Leia mais:

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