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06.09.2017 | 18h42
A corrupção pode ser vencida
Não se admite que tribunais desidratem as delações e provas a favor dos salteadores dos cofres públicos
HÉLCIO CORRÊA

O Brasil não fazia parte do grupo de países civilizados, que se fecharam a partir do século 17 aos riscos do capitalismo de falcatruas.

Aqui está uma das matrizes do atraso nacional, que significa menos escolas e hospitais públicos.

Pior segurança coletiva e Judiciário em parte subserviente. E com ambiente revigorador do modelo ruim de redistribuição pífia das rendas.

Apesar da crise política e menores índices do Produto Interno Bruto a Operação Lava-Jato e outras fazem a grande tarefa capitalista, que pode abrir à nação ao desenvolvimento. Luta cívica e legal tardia, mas antes tarde do que nunca e imprescindível.

Há alta resistência nos tribunais superiores e no próprio Congresso Nacional para se realinhar os eixos brasileiros para após trilhar a almejada modernidade na contemporaneidade.

Não tem como fazer meia operação judicial contra a corrupção nacional.

A corrupção em Mato Grosso, por exemplo, atingiu mais de 100% dos valores das obras estatais. O que deixou obras públicas frágeis ou inconclusivas

Aqui, para se alçar progresso e até modernizar com competitividade no mercado internacional, tem que se concluir a reforma capitalista tardia.

Dar um final à prática governamental/empresarial fraudulenta, que prejudica a todos que preferem agir com honestidade.

Não se pode mais permitir que tribunais superiores desidratem as delações e provas a favor dos salteadores dos cofres públicos. Eclodir com quaisquer operações significa retroagir a barbárie jurídica com prejuízos irreparáveis à nação.

A nova procuradora-geral da República, preferida de Temer, vai tentar dogmaticamente estimular a arruaça ou retrocesso penal.

Fortalecer o reativo à delação premiada para quiçá beneficiar tão somente aquele que sobrevive de trambique nas coisas públicas, conforme já demonstra a delação monstruosa no STF, que, infelizmente, tem anexo de autoridades judiciais corruptas em sigilo processual.

Nos percursos das operações, os investimentos paralisaram. As engrenagens estatais emperram sem os lubrificantes da corrupção, mas tal fato é temporário.

Afinal, o colapso não pode ser atribuído a quaisquer das operações judiciais, mas apenas como efeito colateral do apodrecido, que se tornou ilimitado ou insatisfeito com sobrepreços.

A corrupção em Mato Grosso, por exemplo, atingiu mais de 100% dos valores das obras estatais. O que deixou obras públicas frágeis ou inconclusivas.

O dilema maior é que o povo brasileiro já pagou caro demais pela corrupção e crise Dilma e remanesce na dúvida cruel se vai receber pelo que pagou na dura pena.

Aqui se pergunta acabrunhado se o judiciário tem capacidade atual de punir ou restabelecer as decências nas coisas públicas.

A corrupção resiste, mas já se deixa visualizar na fragilidade. Age habilidosamente contra investigações e ações judiciais. Além de dificultar as reformas nacionais, que permitiriam as retomadas rápidas das produções e empregos nacionais.

Michel Temer e aliados empresariais do atraso pretendem conquistar inimputabilidades por crimes cometidos.

Ou, no mínimo, anistia sub-reptícia e ampla na via judicial. É preciso impedi-los de vitória anticívica e injurídica.

Não se pode mais manter o Brasil africanizado para maioria e bom para o grupo de corsários modernos.

HÉLCIO CORRÊA GOMES é advogado em Cuiabá.


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