Artigos
  • LUIZ FLÁVIO GOMES
    Barroso e Marco Aurélio repugnam ato de Toffoli. Há duas iniciativas contra esse absurdo chamado foro privilegiado
  • RENATO GOMES NERY
    Parece que estamos fadados ao cruel destino de continuar a conviver com edificações malfeitas!
T. Superiores / US$ 28 MILHÕES

Tamanho do texto A- A+
20.04.2017 | 15h31
STJ homologa sentença da Justiça irlandesa contra a Vasp
Condenação se deve a descumprimento de contrato com empresa da Irlanda
Reprodução
Vasp alegou que teve sua falência decretada em 2008
DA ASSESSORIA

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou sentença da Justiça da Irlanda que condenou a Viação Aérea São Paulo (Vasp) ao pagamento de mais de US$ 28 milhões por descumprimento de contrato com empresa aérea do país europeu. A decisão foi unânime.

O pedido de homologação foi apresentado pela empresa Aercap Ireland Limited, beneficiária de sentença proferida em ação de indenização contra a Vasp na Irlanda, após descumprimento de obrigações firmadas pela companhia brasileira em oito contratos de arrendamento de aeronaves da empresa irlandesa.

Segundo a Aercap, a ação foi proposta na Irlanda em cumprimento à cláusula de eleição de foro estabelecida nos contratos, e não cabe mais recurso da sentença condenatória.

Competência

Contra o pedido de homologação, a Vasp alegou que teve sua falência decretada em 2008, cabendo, desde então, ao juízo da Vara de Falências de São Paulo o julgamento das ações em desfavor da companhia no exterior.

Em relação à competência do juízo universal da falência, o ministro relator, Og Fernandes, esclareceu que, conforme prevê o artigo 6º da Lei 11.101/05, as ações que tenham por objeto quantia ilíquida terão prosseguimento no juízo em que estiverem tramitando.

“Ora, se assim ocorre para os casos ajuizados perante a Justiça brasileira, nenhum óbice haverá para aquelas demandas interpostas na jurisdição estrangeira”, apontou o ministro.

Jurisdição alternativa

No voto, que foi acompanhado de forma unânime pela Corte Especial, o relator também afastou a alegação da competência da vara de falências ao destacar que os contratos firmados pelas companhias aéreas previam que eventuais discussões judiciais seriam submetidas ou à Justiça da Irlanda ou à Justiça de São Paulo, alternativamente.

“Assim sendo, a Justiça da Irlanda detinha, igualmente, jurisdição sobre o caso e, tendo sido acionada, pôde exercer plenamente sua competência para decidir a demanda”, concluiu o ministro relator ao deferir o pedido de homologação da sentença irlandesa.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:
Fevereiro de 2018
13.02.18 09h08 » Candidatos poderão financiar com recursos próprios, diz TSE
11.02.18 17h10 » STJ decidirá se mantém bloqueio de R$ 4 milhões contra Maggi
08.02.18 14h37 » Fux diz que TSE pode reavaliar possibilidade de político ficha suja se candidatar
03.02.18 11h35 » STJ "barra" viagem de procurador ao RJ para acompanhar neto doente
02.02.18 15h23 » STJ rejeita maioria dos recursos contra condenações criminais
Janeiro de 2018
31.01.18 10h20 » Ministro do STJ nega pedido da defesa para evitar que Lula seja preso
19.01.18 17h02 » Ministra do STJ nega pedido de Cunha para ser transferido para Brasília
17.01.18 10h06 » Superior Tribunal de Justiça abre concurso para técnico e analista
13.01.18 09h31 » STJ mantém prisão de mãe que matou recém-nascido por asfixia
10.01.18 09h07 » Empresário investigado em operação da PF continuará preso



Copyright © 2018 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet