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27.07.2020 | 13h52
Emanuel vê multa de R$ 200 mil como “desproporcional” e recorrerá
Para o emedebista, o valor fixado é “injusto" e está muito aquém do que ele recebe
Luiz Alves/Secom
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que recorrerá da multa de R$ 200 mil que lhe foi imposta pelo juiz José Lindote, da Vara Estadual da Saúde Pública de Mato Grosso.

Para o emedebista, o valor fixado é “injusto e desproporcional”.

A decisão do magistrado determina que o prefeito pague R$ 100 mil por “omissão” diante da aglomeração ocorrida durante o sepultamento do pastor Sebastião Rodrigues. A solenidade reuniu mais de 5 mil pessoas no cemitério Bom Jesus de Cuiabá, no último dia 8.

Além disso, foi fixada uma multa de mais R$ 100 mil em razão de o emedebista ter descumprido a decisão que determinava o cumprimento de um decreto baixado pelo Governo do Estado.

Não tem nem como eu depositar, nem tenho esse dinheiro. [O valor] está muito além do que eu ganho. Eu vivo de meu salário. Claro que vou recorrer. É uma decisão desproporcional e injusta

“Não tem nem como eu depositar, nem tenho esse dinheiro. [O valor] está muito além do que eu ganho. Eu vivo do meu salário. Claro que vou recorrer. É uma decisão desproporcional e injusta”, disse Emanuel, em entrevista à TV Centro América.

Segundo o prefeito, era praticamente inevitável conter a comoção popular diante do falecimento do maior líder da igreja evangélica em Mato Grosso.

O prefeito ainda voltou a criticar o juiz José Lindote - mesmo magistrado que deu sucessivas decisões para que Cuiabá e Várzea Grande adotassem uma quarentena obrigatória. Disse que, não fosse a atuação do Município, o sepultamento do pastor reuniria um número muito maior de pessoas.

“As autoridades precisam ter mais sensibilidade quando utilizam o poder da caneta. O momento é de comoção. Se não fosse o prefeito, o número de fiéis seria muito maior”, afirmou.

“Falaram em 5 mil, nem sei quem contou, não sei se bate o número. Mas se não fosse a nossa ação teríamos lá, 30 mil, 50 mil, 70 mil pessoas, porque era esse o tamanho do pastor Sebastião. Agi no intuito de evitar uma aglomeração muito maior. Ao invés de ser reconhecido, ainda levo uma multa de R$ 200 mil. Inaceitável essa punição e vou recorrer”, emendou.

Além de Emanuel, a decisão impôs uma multa de R$ 100 mil ao secretário de Ordem Pública da Capital, Leovaldo Salles que, inclusive, discursou durante a despedida do líder religioso.

Notificação

Na última sexta-feira (24), um oficial de Justiça tentou, sem sucesso, notificar o prefeito e o secretário da decisão que impôs a multa.

O oficial de justiça relatou que esteve no Palácio Alencastro e fora informado pela chefia de gabinete do prefeito que Emanuel não estava no prédio.

Posteriormente, dirigiu-se à sede da Secretaria de Ordem Pública, no bairro Jardim Itália, e também não encontrou Leovaldo Sales.

Um servidor, de nome Lincoln, disse que o secretário só retornaria à sede nesta segunda-feira (27).


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