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24.07.2020 | 16h58
Adolescente diz que pistola não estava pronta para atirar
Informação consta no depoimento do namorado da menina que efetuou o disparo
Victor Ostetti
Alphaville
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A arma deixada na casa do empresário Marcelo Cestari e que matou a adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, no último dia 12 no condomínio Alphaville, não estava pronta para realizar disparos.

A informação consta no depoimento do namorado da menina que efetuou o disparo, em depoimento à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).

Conforme o MidiaNews apurou com duas fontes que tiveram acesso à investigação, o carregador estava inserido na pistola, mas não havia bala na câmara. Ou seja, para que houvesse um disparo, a arma teria que ser manobrada e não somente apertado o gatilho.

O adolescente de 16 anos não estava no local no momento em que ocorreu a tragédia. Seu depoimento à DEA se concentrou no transporte das armas até a residência de Cestari. 

Também, conforme apurou o MidiaNews, o menor só teve conhecimento de que levara duas armas à casa de Cestari quando já estava no local.

Isto porque, no dia anterior à tragédia, ele havia ido – na companhia de seu pai, o médico veterinário Glauco Mesquita Correa da Costa – ao clube de tiro que frequentam. Ao final da aula, ele guardou a sua arma em um case (espécie de maleta).

Na sequência, sem que ele visse, seu pai também guardou uma segunda pistola no mesmo case.

Ainda em seu depoimento, o menor disse que levou a arma até a casa de sua namorada a pedido do próprio sogro. Isto porque, ainda durante a aula de tiro, ele teria dito que a arma precisava de alguns ajustes.

Desta forma, Cestari lhe pediu que levasse a pistola até sua residência para que ele fizesse tal ajuste.

O caso

 

Isabele Ramos foi atingida com um tiro no rosto, por uma arma que estava sendo segurada pela melhor amiga, também de 14 anos.

  

À polícia, a adolescente que atirou disse que foi em busca da amiga no banheiro do seu quarto levando em mãos duas armas.

Em determinado momento, as armas, que estavam em um case, caíram no chão. “A declarante abaixou para pegar os objetos, tendo empunhado uma das armas com a mão direita e equilibrado a outra com a mão esquerda em cima do case que estava aberto", revelou a menor em depoimento.

"Que em decorrência disso, sentiu um certo desequilíbrio ao segurar o case com uma mão, ainda contendo uma arma, e a outra arma na mão direita, gerando o reflexo de colocar uma arma sobre a outra, buscando estabilidade, já em pé. Neste momento houve o disparo", acrescentou.


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