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/ AQUISIÇÕES NA PANDEMIA

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22.07.2020 | 11h08
"MPE atira primeiro e pergunta depois; como se fosse a Polícia"
Governador do Estado citou dificuldade para compras na pandemia: "Preços estão malucos"
Christiano Antonucci/Secom
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) fez uma crítica mais contundente ao Ministério Público Estadual (MPE) em razão da atuação do órgão em algumas situações, especialmente no momento em que o País atravessa uma pandemia.

Em entrevista à Rádio Capital FM na manhã desta quarta-feira (22), Mendes foi questionado se teme ser penalizado mais à frente em razão de aquisições feitas em meio à pandemia e que, por vezes, tem custos superiores aos encontrados em períodos de normalidade.

“Eu, particularmente, não tenho essa preocupação. Porque quando você tem a consciência que está fazendo a coisa correta, em tese, você não tem que se preocupar. Agora, o MPE tem que agir com seriedade – como tenho certeza que é sério”, disse.

Se tem dúvida, vai lá, pergunta ao gestor, pede esclarecimento antes de fazer aquelas coisas espetaculosas como algumas vezes já vimos por aí acontecendo. Como se fosse a polícia, atira primeiro e pergunta depois

“Se tem dúvida, vai lá, pergunta ao gestor, pede esclarecimento antes de fazer aquelas coisas espetaculosas como algumas vezes já vimos por aí acontecendo. Como se fosse a polícia, atira primeiro e pergunta depois”, emendou o governador.

Ainda durante a entrevista, ele deu exemplos de situações ocorridas nos últimos meses por conta da crise sanitária.

O governador citou, por exemplo, que o Estado acaba de adquirir junto a fabricantes chineses 400 mil testes rápidos, ao custo de R$ 18 cada.

Segundo ele, há outros estados que fizeram compras da mesma natureza em valores que chegam a R$ 180.

“Se olhar outros estados, tem gente que pagou R$ 50, R$ 80, R$ 120, R$ 180. Será que esses fizeram alguma coisa errada? Ou isso acontece porque no momento foi a única alternativa? Será que naquele momento o gestor tinha opção para comprar?”, questionou.

“Optamos por comprar direto da China e pagamos R$ 18. Mas temos que levar em consideração que nesse momento os preços ficaram meio malucos. Nós tomamos todos os cuidados, fazemos cotações para tentar economizar ao máximo o dinheiro público. Podemos explicar tudo o que fizemos e, por isso, estamos bem tranquilos nesse quesito”, concluiu Mendes.


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