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/ BUSCAS NA ARARATH

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23.06.2020 | 16h46
PF apreendeu R$ 50 mil em escritório de conselheiro afastado
Waldir Teis foi alvo da 16ª fase da investigação, deflagrada na semana passada em Cuiabá
Arquivo MidiaJur
O conselheiro afastado Waldir Teis: alvo da Polícia Federal
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A Polícia Federal apreendeu R$ 50 mil em espécie no escritório do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado Waldir Teis, no último dia 17 de junho. 

A apreensão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relativos à 16ª fase da Operação Ararath, que apurou esquema de desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro. A ordem para as medidas cautelares partiu do ministro Raul Araújo, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme apurou a reportagem, o montante estava em uma sala alugada pelo conselheiro afastado em um escritório de advocacia localizado no Centro Empresarial Maruanã, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA).

No local funciona o escritório dos advogados Diogenes Curado e Emanuel Gomes Bezerra Júnior, que fazem a defesa do conselheiro afastado.

Teis e os também conselheiros afastados José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo foram alvos da operação. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 19 alvos - oito empresas, oito pessoas físicas, duas áreas rurais e o Tribunal de Contas do Estado.

O apartamento de Waldir Teis, no Bairro Quilombo, em Cuiabá, foi um dos alvos de buscas. Outros foram cumpridos na chácara de propriedade de Novelli, no Município de Santo Antônio de Leverger, e ainda na sede do Alphaville Buffet, de propriedade da esposa do conselheiro Sérgio Ricardo.

16ª fase da Operação Ararath

Além das buscas, o ministro Raul Araújo ainda determinou a quebra de sigilos e o compartilhamento de informações entre os investigadores e a Receita Federal relacionadas a 33 empresas e 30 pessoas físicas.

Os nomes das empresas e outros alvos não foram divulgados pois o processo esta sob sigilo da Justiça.

Conforme o MPF, o objetivo da operação foi reunir novas provas de um esquema criminoso que desviou recursos públicos de Mato Grosso entre 2012 e 2018.

As investigações tiveram como ponto de partida, entre outras provas, informações fornecidas em acordos de colaboração premiada firmados entre investigados e o Ministério Público Federal.

Conselheiros afastados

Cinco conselheiros do TCE - Sérgio Ricardo, Valter Albano, Antônio Joaquim, José Carlos Novelli e Waldir Teis - estão afastados de seus cargos desde setembro de 2017 por determinação do ministro Luiz Fux, do STF, durante a Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, da Polícia Federal.

Eles são suspeitos de receber R$ 53 milhões em propina do ex-governador Silval Barbosa para, em troca, dar pareceres favoráveis às contas do político e não colocar entraves no andamento das obras da Copa do Mundo de 2014.

Com o aprofundamento das investigações na chamada Operação Ararath, o caso, que tinha como relator na Suprema Corte o ministro Luiz Fux, foi desmembrado.  

Em decorrência da prerrogativa de foro por prerrogativa de função, a parte relacionada aos conselheiros passou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça.  

Leia mais sobre o assunto:

PF cumpriu 19 mandados contra conselheiros, empresas e outros

Conselheiros afastados do TCE-MT são alvos de buscas da PF


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