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/ DÍVIDAS DE R$ 29 MILHÕES

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19.05.2020 | 10h47
Grupo de ex-prefeito de Primavera do Leste entra em recuperação
Grupo Pereira acumula dívidas de R$ 29,9 milhões com 121 credores; juíza acolheu pedido
Reprodução
O ex-prefeito de Primavera do Leste, Erico Piana Pinto Pereira
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A juíza Patrícia Cristiane Moreira, da Segunda Vara Cível de Primavera do Leste, acolheu pedido de recuperação judicial do Grupo Pereira, que tem entre os sócios o ex-prefeito do Município, Erico Piana Pinto Pereira.

A decisão, publicada nesta segunda-feira (18), visa facilitar o pagamento de R$ 29,9 milhões em dívidas acumuladas pelo grupo com 121 credores.

Entre elas está uma dívida de R$ 8 milhões com o Banco do Brasil, outra de R$ 2,9 milhões com a Primacredi - Cooperativa de Crédito, além de uma de R$ 2 milhões com a Cofco Brasil S/A,  R$ 1 milhão com Banco Rabobank International e R$ 1 milhão com a Caixa Econômica Federal.

No pedido, o Grupo Pereira informou que atua há mais de duas décadas no cultivo de soja, milho, feijão, algodão, milheto e crotalaria­. Sustentou que nos períodos de safra, são geradas dezenas de empregos.  

Segundo o pedido, a variação cambial, juros elevados e interferências climáticas foram os grandes culpados pelo desequilíbrio financeiro da empresa.

“O grupo buscou renegociar os débitos, o que impactou no limite de crédito concedido pelos fornecedores, agravando o ciclo de empréstimos para custeio das safras, gerando inadimplência com fornecedores e necessidade de alienação de bens para saldar parte das dívidas”, diz trecho do pedido.

“Em 2018 e 2019 enfrentaram nova seca, que reduziu drasticamente a produção de soja, gerando déficit incontornável”, acrescenta o pedido.

Requisitos cumpridos

Na decisão, a juíza afirmou que o Grupo Pereira cumpre todos os “requisitos legais” para entrar em recuperação judicial.

Ela deu prazo de 60 dias para que os empresários apresentem seu plano de recuperação, sob pena de convolação em falência.

Foi nomeada como administrador judicial o advogado Alexandry Chekerdemian Sanchik Tulio.  

Após a entrega do plano de recuperação, os credores terão prazo de 15 dias para apresentar os documentos referentes às dívidas, ou divergências sobre os créditos, a administradora judicial.

Por fim, a maistrada também suspendeu pelo prazo máximo de 180 as ações e execuções promovidas contra o Grupo.


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