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16.05.2020 | 11h11
PGE abre investigação contra procurador de MT citado na Lava Jato
João Virgílio teria recebido cerca de R$ 330 mil de vantagem indevida
Gcom-MT
LIDIANE MORAES
DO FOLHAMAX

Em portaria conjunta divulgada no Diário Oificial desta sexta-feira (15), a Procuradoria-Geral do Estado instaurou Sindicância Administrativa para apurar possíveis atos de improbidade administrativa cometidos pelo ex-procurador-geral João Virgílio do Nascimento Sobrinho. Hoje, ele está aposentado das funções.

Para acompanhar as apurações foram designados os procuradores do Estado Wylerson Verano de Aquino Sousa, corregedor geral, e os corregedores auxiliares, Cláudia Regina Souza Ramos e Waldemar Pinheiro dos Santos. Wylerson quem vai conduzir os trabalhos para apurar as possíveis irregularidades funcionais. 

Se comprovadas as irregularidades, o ex-procurador do Estado poderá incorrer em infrações disciplinares. E, em caso de confirmação, também será aberto um Procedimento Administrativo. 

Em teste, as investigações vão apurar danos ao erário.

João Virgílio é procurador do Estado aposentado. Se comprovadas as irregularidades, pode até perder a aposentadoria de cerca de R$ 30 mil por mês.

Citado

João Virgílio foi um dos citados na Operação Lava Jato. Em depoimento, o ex-diretor da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira, contou ao Ministério Público Federal (MPF) que a empreiteira entregou propina de cerca de R$ 1 milhão ao ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Edmilson José dos Santos, e aos ex-procuradores do Estado, João Virgílio do Nascimento Sobrinho e Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, para auxiliar na conclusão de pagamentos suspeitos a empresa por obras realizadas no Estado na década de 90.

À época, João Virgílio negou que tenha recebido propina da Odebrecht no período em que esteve à frente da comissão organizada para cobrar repasses atrasados da União a Mato Grosso.

Nesta semana, o juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada de Ação Pública de Cuiabá, recebeu mais uma denúncia do Ministério Público Estadual contra o ex-secretário de Fazenda, Eder de Moraes Dias, e os procuradores aposentados do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, conhecido como Chico Lima, e João Virgílio do Nascimento Sobrinho. A ação civil pública é desdobramento da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal.

João Virgílio também foi um dos alvos da Operação Cartas Marcadas, que apurou um esquema que deu prejuízo de mais de R$ 400 milhões aos cofres públicos por meio do pagamento irregular de cartas de crédito. 


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